BC retira limite de R$ 500 por transação para Pix por aproximação a partir desta quinta-feira
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Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O Banco Central retirou o limite específico de R$ 500 por transação para o Pix por aproximação. A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e permite que pagamentos realizados com a tecnologia de aproximação do celular ultrapassem esse valor, desde que estejam dentro dos limites estabelecidos para cada cliente pela instituição financeira.
Até então, havia um teto específico de R$ 500 para cada operação realizada por meio do Pix por aproximação. A regra foi estabelecida pelo Banco Central em 2024 e posteriormente revogada pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho de 2026. A nova regulamentação passou a valer em 1º de outubro.
Com a mudança, o Pix por aproximação passa a seguir a mesma lógica aplicada às demais formas de utilização do sistema de pagamentos instantâneos. Em vez de existir um valor máximo único para todos os usuários, os limites passam a ser definidos pelas instituições financeiras de acordo com as configurações de segurança e as características de cada conta.
Na prática, um cliente poderá realizar uma transferência ou pagamento por aproximação de R$ 600, R$ 1 mil ou de outro valor superior aos R$ 500 anteriores, desde que o limite disponível em sua conta permita a operação. O fim do teto específico, portanto, não significa que qualquer usuário poderá fazer pagamentos de valor ilimitado.
Cliente poderá pedir alteração do limite
A partir da nova regra, o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados ao Pix por aproximação. O pedido, porém, continuará sujeito à análise e às regras de segurança adotadas pela instituição financeira.
Os bancos também deverão disponibilizar mecanismos para que os clientes possam administrar os limites pelo aplicativo. Dessa forma, o valor autorizado para cada operação dependerá das configurações da conta e dos critérios de segurança utilizados pela instituição.
A retirada do teto específico não altera as regras gerais de segurança do Pix. As instituições continuam responsáveis por estabelecer mecanismos de proteção contra operações consideradas incompatíveis com o perfil de movimentação do cliente.
Como funciona o Pix por aproximação
O Pix por aproximação permite realizar pagamentos sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco e utilizar uma chave ou ler um QR Code a cada operação. A modalidade utiliza a tecnologia de aproximação do celular e pode ser integrada a carteiras digitais compatíveis.
Para utilizar o recurso, o cliente precisa vincular sua conta bancária a uma carteira digital e autorizar a utilização do Pix por aproximação. Depois da configuração, o pagamento pode ser realizado aproximando o celular de uma máquina habilitada para receber a transação.
A modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e foi criada para tornar o pagamento por Pix semelhante à experiência de utilizar cartões de crédito ou débito por aproximação.
Mudança também alcança outras operações
A Instrução Normativa BCB nº 746 não trata apenas do Pix por aproximação. A alteração também alcança operações realizadas por Código QR, chaves de acesso e transações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.
O objetivo da mudança é retirar o limite específico que existia para a modalidade por aproximação e fazer com que os diferentes meios de utilização do Pix sejam submetidos à lógica geral de gerenciamento de limites das instituições financeiras.
O Pix continua sendo um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Segundo dados do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já haviam realizado operações pelo sistema até maio de 2026, quando foram registradas mais de 7 bilhões de transações no mês.
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