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Brasil reforça aproximação com a Índia em busca de novos mercados após tarifaço dos EUA

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Com o baque das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o governo correu para o outro lado do mapa. A estratégia agora é reforçar as pontes com a Índia, buscar novos parceiros comerciais e acelerar a ampliação do acordo do país asiático com o Mercosul.

A articulação ganhou tração na semana passada, durante a visita do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, à Índia. Ele aproveitou a reunião de ministros do Brics para se encontrar com autoridades locais e fechar um encontro de negócios em Brasília, previsto para o fim de agosto. A ideia é colocar a Confederação Industrial da Índia cara a cara com empresários brasileiros, priorizando os setores atingidos pela alíquota de 12,5% aplicada por Washington via Seção 301.

Além dos empresários, uma comitiva do governo indiano desembarca na capital federal no dia 28 de agosto. O objetivo central é destravar a expansão do acordo de preferências tarifárias entre Mercosul e Índia. Vigente desde 2004, o tratado atual cobre 450 tipos de produtos com desconto no imposto de importação, número que os dois lados agora querem aumentar consideravelmente.

O apetite do mercado indiano tem dado sinais claros. Só no primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para a Índia saltaram 84% na comparação com o mesmo período do ano passado, somando US$ 5 bilhões. Petróleo bruto, óleo de soja, cobre, açúcar, algodão e minério de ferro lideram a lista do que o Brasil mais envia para lá. A meta traçada pelo governo é ousada: atingir US$ 20 bilhões na corrente de comércio bilateral até 2030, lembrando que em 2023 esse fluxo ficou pouco abaixo dos US$ 12 bilhões.

A aproximação não é por acaso, já que a Índia também entrou na mira da política comercial americana e acabou taxada em 12,5% sob a alegação de falta de combate ao trabalho forçado. No caso do Brasil, o impacto foi acumulado, pois a taxa se somou a outra alíquota de 25% imposta pelos EUA na mesma Seção 301. Para completar a pressão, os indianos enfrentam uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA por suposta sobrecapacidade industrial, acusados de direcionar excedentes de produção para o mercado americano, o que pode resultar em novas punições.

A agenda de cooperação se estende ainda aos investimentos diretos no setor produtivo. Segundo o ministro, avançaram as conversas com a cooperativa indiana IFFCO — entidade que reúne 30 mil cooperativas e cerca de 50 milhões de produtores na Índia — para a construção de uma fábrica de fertilizantes no Paraná, trazendo a produção de insumos agrícolas diretamente para o solo brasileiro.
Fonte: CNN

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Gazeta de Varginha

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