Cerca de 30 universidades aderem a bloqueios de campi na França; movimento começou em escolas de ensino médio e pede substituição de professores ausentes e mais recursos para educação
1 de out.
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O movimento de protesto iniciado por estudantes do ensino médio na França ganhou adesão de cerca de 30 universidades nesta quinta-feira, dia 1º de outubro. Os campi estão bloqueados em cidades como Paris, Estrasburgo, Marselha, Lyon e Reims, embora em alguns locais as aulas possam continuar de forma remota. Os estudantes reivindicam principalmente a reposição imediata de professores que se afastam e não são substituídos, além de investimentos gerais na rede pública de ensino. A expansão da mobilização para o ensino superior é considerada histórica pelas entidades representativas.
A situação já envolve centenas de estabelecimentos de ensino e episódios de violência. Na véspera, 356 escolas estavam paralisadas; houve incêndios de lixeiras, barricadas e choques com forças de segurança. Mais de 600 pessoas foram detidas e dezenas de policiais e manifestantes ficaram feridos. O governo abriu investigações sobre a atuação das equipes de segurança em três cidades, após relatos de estudantes atingidos. Em resposta, foi criada uma plataforma para recebimento de reivindicações, com promessa de apresentação de medidas estruturadas.
A tensão social se amplia: servidores públicos também marcham por reajuste salarial e reposição de perdas causadas pela inflação. Acontece tudo às vésperas da apresentação do orçamento nacional e a poucos meses da eleição presidencial, na qual a extrema direita aparece como favorita. As entidades estudantis convocam novos atos para a próxima terça-feira, pedindo aumento expressivo de verbas para educação e revogação de medidas que reduzem vagas e auxílios.
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