China reduz tarifas de milho, trigo, carne e laticínios vindos dos EUA; soja fica fora da medida e mantém taxa extra
há 6 horas
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A China anunciou a redução de tarifas de importação para uma série de produtos agrícolas vindos dos Estados Unidos. Fazem parte do acordo milho, trigo, sorgo, óleos vegetais, farelos, carnes e laticínios. O anúncio foi feito conjuntamente após reunião entre os presidentes dos dois países. Mais de 90% dos itens incluídos deixarão de pagar taxas adicionais e passarão a receber alíquotas padrão. A soja, porém, foi mantida fora da lista e continua sujeita a um acréscimo de 10% sobre a tarifa normal, o que chamou a atenção de analistas e do mercado.
A manutenção da taxa extra sobre a soja é vista como instrumento de negociação. O grão é o principal produto agrícola comercializado entre os dois países, e manter a pressão sobre ele dá à China poder de barganha nas tratativas com Washington, especialmente em período de eleições legislativas nos Estados Unidos. Empresas estatais chinesas continuam comprando o produto e já adquiriram mais de 12 milhões de toneladas neste ano — quase metade do volume de 25 milhões de toneladas prometido anualmente até 2028.
Sem a tarifa adicional, o preço de desembarque da soja norte-americana e da brasileira fica aproximadamente igual, em cerca de 595 dólares por tonelada. Mesmo assim, o produto brasileiro costuma ser preferido por ter maior concentração de óleo e proteína. Com a taxa de 10% ainda em vigor, as usinas de esmagamento privadas na China trabalham com margens negativas, o que dificulta a ampliação das compras vindas dos Estados Unidos. O comércio dos demais itens incluídos no acordo somou cerca de 17 bilhões de dólares em 2024, valor que corresponde ao compromisso firmado pela China, sem contar a soja.
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