top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes - 24/01/2024




Infraestrutura para crescer
A notícia dos mais de R$ 7.5 bilhões de reais movimentados no Porto Seco do Sul de Minas em Varginha é uma boa notícia para a economia local. O resultado é fruto do bom trabalho do setor produtivo, mas muitas coisas ainda precisam ser realizadas pelas empresas e principalmente pelo poder público, para que o desenvolvimento comercial e industrial de Varginha seja competitivo com outras cidades como Pouso Alegre, Poços de Caldas ou mesmo Extrema, que concorrem diretamente com nossa cidade. No quesito infraestrutura Varginha precisa com urgência de duas conquistas. A primeira delas é o retorno da linha férrea que liga Varginha ao litoral (porto), permitindo o transporte de mercadorias por trem, o que reduz grandemente os custos de transporte, tanto para importações quanto para exportações. Os empresários da região já cobraram do governo estadual e federal o retorno da ferrovia e inclusive se comprometeram a contribuir com recursos e principalmente utilizar a via para a movimentação de mercadorias, o que tornaria a operação da linha férrea lucrativa para o governo ou quem fosse explorar. O efetivo retorno da linha férrea para Varginha depende fundamentalmente do governo federal e estadual, que não “se bicam bem”. Ou seja, vai ser necessária a cobrança firme e efetiva da classe empresarial e da Prefeitura de Varginha para fazer o projeto andar. A segunda conquista necessária para Varginha é o oferecimento do gás natural para empresas e residências instaladas na cidade. Promessa antiga da Gasmig e da Prefeitura de Varginha que até agora não saiu do papel. O gás natural em Minas parece ser um monopólio da Gasmig e a empresa tem dificuldade de fazer os investimentos necessários para trazer o gasoduto para a cidade.

Infraestrutura para crescer – 02
Em relação ao gás natural da Gasmig, fontes da coluna trazem muitas novas notícias. A primeira delas é que a Gasmig iniciou investimentos no Sul de Minas para ampliar a rede que hoje atende cidades como Poços de Caldas e Andradas. A intenção é construir um gasoduto que ligaria a cidade de Extrema a Pouso Alegre, onde já existe grande demanda de gás natural em razão das empresas instaladas. Num segundo momento, depois do gasoduto chegar a Pouso Alegre, é que uma nova ampliação da rede permitiria a vinda do gasoduto de Pouso Alegre até Varginha, passando pela Rodovia Fernão Dias, atendendo dezenas de novas empresas no percurso. O gás natural é uma fonte de energia mais barata, e em alguns casos, até mais eficiente que a energia elétrica. As torrefações de café, por exemplo, poderiam funcionar a gás ao invés de eletricidade. Diversas fábricas poderiam adaptar suas plantas industriais para gás natural, reduzindo custos, se houvesse oferta de gás natural em Varginha. Além disso, temos também a rede de postos de combustíveis onde o gás natural já é bastante demandado nas capitais por ser mais barato que a gasolina. Sem falar da utilização do gás natural nas residências por meio do gás encanado, que também é mais vantajoso que o gás por botijões de 13 quilos hoje utilizado nas moradias em Varginha. Ou seja, o gás natural traria mais competitividade a todo o setor produtivo e também reduziria custos diretamente para as famílias no consumo de gás de cozinha nas residências. Neste ponto a fonte da coluna diz que Varginha, mesmo ficando para trás, com perspectiva de receber o gasoduto da Gasmig bem depois de Pouso Alegre, nosso concorrente direto na região, teria um “investimento paliativo” até a chegada do gasoduto. A ideia seria estimular no setor produtivo local o consumo do gás natural por meio do fornecimento de gás por caminhões tanque. Algumas empresas em Varginha e Três Corações já estariam interessadas nesta modalidade e a Gasmig estuda o fornecimento em Varginha já em 2024. Negociações e estudos técnicos de viabilidade já estão em andamento na Gasmig. Assim, um pequeno grupo de empresas já começaria a utilizar o insumo e gerar demanda em Varginha e no parque industrial na Fernão Dias próximo a Três Corações.

Infraestrutura para crescer – 03
A informação trazida pela coluna, em primeira mão, não é uma conquista do governo municipal, mas sim de uma dura e constante cobrança do setor produtivo do Sul de Minas sobre a Gasmig. A demanda crescente de gás natural em Extrema, aliada a demanda já existente em Pouso Alegre com a instalação e ampliação de indústrias fez com que Pouso Alegre salta-se na frente de Varginha. Mas a união empresarial das empresas do parque industrial de Três Corações e Varginha pode ajudar a minimizar a desigualdade competitiva para as empresas locais. Mas fica aí o aviso à população e eleitores incautos para que nenhum candidato ao governo municipal, de Pouso Alegre, Três Corações ou Varginha sabidamente tente se apropriar de uma conquista do setor econômico regional. Afinal, vai ter muita gente querendo se apropriar de um investimento, que na verdade é uma obrigação da concessionária Gasmig, para permitir o desenvolvimento da região. Outro ponto que também merece destaque é a necessária melhoria na malha rodoviária regional. Tanto estradas estaduais quanto federais, pois ambas estão carecendo de investimentos. No caso da MG 167 entre Santana da Vargem, passando por Três Pontas e chegando a Varginha a obra prometida pelo governo estadual e propagandeada pelo deputado federal Diego Andrade, ainda não saiu do papel! Será que em 2024 vamos ver o final da terceira faixa e melhorias na MG 167 onde tantas pessoas já perderam a vida? E quanto a MGC 491 entre Três Corações e Varginha que está com sua duplicação paralisada a mais de 4 anos? Já definiram que o pedágio daquela via será de R$ 13 reais (um assalto a mão armada praticamente). Mas nada de falar em terminar a obra de duplicação! Todas estas obras são de responsabilidade do Governo de Minas, cabendo a Prefeitura de Varginha e as lideranças políticas como os deputados a cobrança dos responsáveis para que os investimentos sejam realizados. Estamos de olho e a eleição está logo ali!

Terra de ninguém
Nos discursos e propagandas institucionais, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público dizem que estão preparados e “dispostos a combater” todo tipo de crime digital praticado nas eleições municipais de 2024. Contudo, a realidade tem mostrado que mesmo a rede bancária que preventivamente investe bilhões de dólares todos os anos em segurança digital vem sofrendo golpes crescentes e poucas vezes tem conseguido identificar e prender os bandidos. Já no caso da Justiça Eleitoral e Ministério Público, a estrutura e eficiência é pífia diante da tamanha organização (criminosa) de pessoas ligadas aos grupos políticos dispostos a criar notícias falsas, ofensas, disseminação de ódio, fraudes e todo tipo de crime para beneficiar ou prejudicar candidatos. Vale dizer ainda que no caso dos crimes eleitorais, haverá pouco menos de dois meses para que sejam identificados e presos quem cometer crime digital e será bem possível que os danos não serão reparados a tempo. Ou seja, o mundo digital, cada dia mais acessível, já não é seguro e caminha para ser terra de ninguém nas eleições. Tomara Deus que a Justiça Eleitoral e o MP consigam mesmo colocar ordem neste meio, mas isso é algo que ninguém acredita. A conferir!

Nova ACIV: Desafios para o comércio em Varginha
A Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Varginha – ACIV já está com nova direção, liderada pelo empresário Andre Yuki, que também é diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel. O comércio passa por diversas transformações em todo o Brasil e Varginha enfrenta desafios ainda maiores. A alta tributação e a concorrência desleal dos produtos chineses que chegam ilegalmente ao Brasil por meio de compras via internet são os principais problemas que assolam o comércio. Mas em Varginha temos outras angústias como a falta de infraestrutura e segurança nas principais áreas do comércio, principalmente o comércio de rua. Faltam vagas de estacionamento, melhor limpeza pública, melhor planejamento do trânsito e por fim melhor segurança pública no centro e bairros. O comércio sofre com pequenos furtos a lojas durante o dia e assaltos elaborados durante a noite, que estão a causar prejuízos ao setor. Além disso, de forma geral, é muito criticada a falta de capacitação dos funcionários do comércio. Falta preparação aos colaboradores e todo investimento necessário às empresas acaba por ser incluído nos preços, o que torna o produto ainda mais caro e difícil de vender. Outros problemas agregados como o alto custo da energia e falta de estímulos/campanhas para o consumo local são outros problemas. André Yuki já tem o mapeamento completo das principais carências do setor e já articula com seus pares, inclusive entidades estaduais e nacionais, para potencializar o trabalho que pretende realizar em Varginha. Quanto ao poder público local é certo que a Prefeitura de Varginha será parceira da ACIV, seja quem for o prefeito eleito neste ano! Afinal, a ACIV, mesmo enfraquecida, defende bandeiras legítimas e congrega empresários variados e com prestígio no mundo político. Cabe a ACIV a diplomacia de construir relacionamento independente e institucional com o Legislativo e Executivo municipais. Sempre acompanhando, cobrando e participando de todas as ações e construções governamentais que sejam do interesse do comércio. Bem como, pautar e cobrar os candidatos de 2024, assegurando que os eleitos tenham compromisso com o setor!

Esportes: Saída do Boa e novos investimentos
O ano começou com muitas novidades no esporte em Varginha. O Boa Esporte Clube, atualmente sediado em Varginha, está no centro de uma discussão polêmica porque recebeu grandes investimentos públicos municipais, em várias gestões, e estaria prestes a deixar Varginha para retornar a Ituiutaba/MG, cidade de origem do time. O Boa Esportes utiliza com exclusividade o estádio municipal Melão, e chegou a fazer melhorias no local, como a instalação de um sistema de irrigação que ganhou da CBF. Além disso, o Melão também recebeu grandes melhorias realizadas pela Prefeitura de Varginha, que instalou novo placar, refez pinturas e diversas outras obras. Não se sabe se haverá um necessário “acerto de contas entre a Prefeitura de Varginha e o Boa Esporte com o falado retorno do time para Ituiutaba/MG. Afinal, precisa existir um acerto de contas, visto tudo que já foi gasto de recursos públicos nesta parceria e também na estrutura pública da área esportiva da cidade. Como não se ouviu falar nada sobre um “encontro de contas entre o município e o Boa, há quem diga que a notícia de retorno do Boa Esporte seria uma jogada de marketing”. Não se sabe ao certo, mas isso já aconteceu no passado, quando notícias envolvendo o Boa não passavam de jogada de marketing plantada para valorizar a equipe. No caso de agora, ano eleitoral, não sabemos se a valorização seria para o time, que precisa de mais recursos e títulos, ou para o governo, que precisa de valorizar seu candidato? A conferir!

Caçadores de voto e oportunidades
O período legal permitido pela Justiça Eleitoral para pedir votos ainda não começou, mas isso não é obstáculo para muito candidato que já está rodando a cidade com as “agendas mais peculiares e interesseiras”. Tem candidato que não bebe pagando cerveja pelos bares das periferias, candidato indo pescar no Parque Novo Horizonte sem nem gostar de pescaria, sem falar nos candidatos que saem pela cidade abraçando e tomando café na casa de eleitores e depois volta para casa para tomar 3 banhos e um Sonrisal! A política no Brasil não é para amadores, e as eleições municipais são o mais alto estágio da desfaçatez e falsidade com o eleitor. Que aliás não fica atrás no quesito oportunismo! Pois o que tem de eleitor já pedindo “cerveja, dinheiro para pagar conta de energia, cesta básica etc aos candidatos que aí estão é coisa que não acaba mais”. Até parece que o candidato vai mesmo cumprir tudo que promete ou que o eleitor vai ter três ou quatro votos para apoiar todos a quem prometeu voto! Ou seja, a maldade e a falsidade estão reinando Varginha afora!

ALMG aumenta teto do auxílio-moradia de deputados em quase 80%, valor pode chegar a R$ 7,8 mil
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aumentou o teto do auxílio-moradia de deputados estaduais em 78%. O benefício, que, desde 2015, era limitado a R$ 4.377,73, pode chegar agora a R$ 7.809,54 mensais. Em vigor desde 1º de janeiro, o aumento é superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de 59% acumulado entre maio de 2015, mês seguinte ao último reajuste, e dezembro de 2023. Até então, o benefício, que tem caráter indenizatório, ou seja, é ressarcido após a comprovação de gastos com moradia e hospedagem na região metropolitana, tinha um teto fixo, de R$ 4.377,73. Desde a mudança, publicada no Diário do Legislativo já durante o recesso parlamentar, em 23 de dezembro de 2023, o auxílio-moradia é limitado a 25% do salário dos deputados estaduais, que, hoje, é de R$ 31.238,19. Inclusive, o auxílio-moradia deve aumentar novamente a partir de 1º de fevereiro. Como o subsídio dos deputados estaduais vai saltar para R$ 33.006,39, a terceira parcela do aumento total aprovado em dezembro de 2022, a verba indenizatória, agora vinculada ao salário dos deputados, vai sair de R$ 7.809,54 para R$ 8.251,59, acumulando um aumento de 88% desde o dia 1º de janeiro. A vinculação ao salário dos deputados estaduais foi incluída por meio de um artigo em uma deliberação da Mesa Diretora - 2.832/2023 -, presidida por Tadeu Martins Leite (MDB), o Tadeuzinho. Entretanto, o texto, que, justamente por ser uma deliberação, não é levado a plenário para ser votado pelos 77 parlamentares, organiza, na verdade, a criação de frentes parlamentares na ALMG.

Comments


bottom of page