Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 14/10/2026
há 2 horas
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RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br
Efeito cobrança
O Governo Ciacci tem adotado uma postura diferente diante das cobranças da oposição e das adversidades naturais de uma gestão executiva, ainda mais de uma cidade com os desafios que Varginha enfrenta. No início da gestão, diante das cobranças, o Governo contestava as acusações apenas internamente, não apresentava soluções e perdia a narrativa para a oposição junto a população, pouco ou quase nada era entregue. Agora, sob a coordenação da Secretaria de Governo, a gestão Ciacci continua enfrentando grandes desafios, mas a tônica e abordagem dos problemas mudaram. A oposição questiona e critica, é chamada para conversar e integrar ações do Governo. As críticas justas (da oposição) como a demora na construção do campo de futebol (quadra) no Bairro Carvalhos, foi respondida com o início das obras em poucos dias. As encostas do Ribeirão Santana, no Bairro Santa Maria, que caíram diante de obras sem planejamento para a limpeza da calha do rio, estão sendo reconstruídas e com estrutura ainda melhor e mais resistente. A região do Melãozinho onde as obras ficaram paradas por décadas, agora abriga uma estrutura pública que possui parque infantil, academia de rua e muito mais. Obras importantes no aeroporto, no distrito industrial e em áreas vitais como a saúde estão em andamento! O governo resolveu tudo, não! Mas está respondendo com agilidade e reduzindo ruídos no Legislativo, na imprensa e ganhando a narrativa junto a população, está entregando obras que mostram ação diante dos problemas, e isso faz toda a diferença para o cidadão local pagador de impostos. Falta agora a oposição se reorganizar, depois do resultado das eleições, para mostrar que tem sido “o motor provocador das mudanças, pois até aqui, somente o Governo Ciacci tem capitalizado os louros da mudança de comportamento”.
Aeroporto: Mais uma ferramenta no desenvolvimento regional e referência em Logística e ESG para Varginha
Varginha já está com o Sistema PAPI em funcionamento no Aeroporto Municipal Major Brigadeiro Trompowsky. O sistema PAPI nada mais é que um sistema de luzes que ajuda o piloto a identificar a trajetória correta de descida para o pouso, aumentando a segurança das operações aéreas. Esse avanço, somado às obras do cercamento de aproximadamente 5 quilômetros do aeroporto e as novas calçadas de acesso, que foram reformados é a certeza de maior atratividade de Varginha como referência em logística e ESG no Sul de Minas. Mas o que é ESG? É a sigla para Environmental, Social and Governance, expressão em inglês que significa Ambiental, Social e Governança. O conceito reúne critérios utilizados para avaliar como uma empresa conduz suas atividades considerando não apenas resultados financeiros, mas também seus impactos ambientais, seu relacionamento com as pessoas e a forma como administra seus processos e decisões. Empresas alinhadas ao ESG procuram gerar valor de maneira sustentável, equilibrando crescimento econômico com responsabilidade ambiental, desenvolvimento social e gestão ética. Esse modelo também auxilia organizações a identificar riscos, fortalecer sua reputação, aumentar a transparência e construir relações mais sólidas com colaboradores, clientes, fornecedores, investidores e comunidades. Guardem esta sigla ESG, pois as empresas que estão aportando em Varginha estão buscando isso, e vem liderando o mercado cada dia mais competitivo. Varginha está “surfando essa onda”, trazendo muito dinheiro para o Porto Seco e impostos para a cidade!
Meio ambiente
No ano de 2025 Varginha recolheu no seu Aterro Sanitário Municipal, gerenciado pela Copasa, cerca de 43.800 toneladas de resíduo sólido (lixo). Este material foi simplesmente enterrado no aterro, sendo grande parte deste resíduo composto por plásticos, embalagens e até mesmo materiais perigosos ao meio ambiente como pilhas e eletrônicos quebrados. Vale destacar que a Prefeitura de Varginha (nós cidadãos pagadores e impostos) pagamos à Copasa R$118,00 por cada tonelada de lixo enterrada, o que dá em torno de R$5 milhões pagos à Copasa apenas em 2025. Lembrando que a Copasa hoje é uma empresa privada e conseguiu o contrato com a Prefeitura de Varginha sem passar por licitação! Será que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está atenta aos números do Aterro Municipal e a (falta de) eficiência da Cooperativa de Catadores ou da Coleta Seletiva de Varginha? Digo isso porque a Coleta Seletiva não atende a toda cidade. Isso até é compreensível porque, a população ainda não está “educada ou orientada a como separar o lixo e a importância deste processo”. Além disso, a Cooperativa dos Catadores, não atua na seleção de todo o resíduo sólido recolhido na cidade, o que implica dizer que boa parte do lixo recolhido vai direto pro aterro. Ademais, a eficiência da Cooperativa é limitada, seja pela falta de estrutura da entidade ou “pelos parasitas que vivem politicamente e financeiramente da entidade”, com o conhecimento inerte do Poder Público e órgãos de fiscalização. Logo, fazendo as contas, vemos que a Prefeitura de Varginha, por não modernizar a coleta seletiva, orientar e estimular a população a separar o lixo e ainda por não dar eficiência ao trabalho da cooperativa de reciclagem local, está gastando milhões de reais por ano e reduzindo cada dia mais a vida útil de nosso aterro sanitário. Cadê os ambientalistas que gostam de piquete e de reclamar?
R$120 mil para apoio cultural ou dependência financeira?
A Fundação Cultural de Varginha abriu inscrições para um edital que prevê R$120 mil em apoio financeiro a entidades e grupos ligados às manifestações carnavalescas do município. Ao todo, serão selecionadas oito propostas, divididas em duas categorias. O edital de Chamamento Público nº 006/2026 prevê quatro vagas para Escolas de Samba e Blocos Tradicionais de Carnaval, com repasse de R$20 mil para cada selecionado. Outras quatro vagas são destinadas a demais expressões culturais carnavalescas, com apoio de R$10 mil por selecionado. O edital é voltado a pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, desde que estejam legalmente constituídas, tenham sede em Varginha e possuam pelo menos dois anos de existência legal. A Coluna deseja começar o diálogo sobre este tema destacando que é a favor do Carnaval e vê com bons olhos o apoio às entidades sérias, preparadas e que abrilhantam o Carnaval local. Todavia, é preciso separar quem vive para a Cultura do Carnaval e quem vive do Carnaval na cidade! E isso é muito fácil de identificar. Entidades que estimulam a Cultura e o Carnaval estão atuando durante o ano todo e não apenas na véspera do Carnaval pedindo recursos públicos para fazer festa. Entidades sérias fazem planejamento financeiro e realizam ações e eventos para arrecadar fundos e não depender exclusivamente do recurso público para sua existência e manutenção. Entidades sérias da Cultura local estão crescendo na cidade, beneficiando e incluindo cada dia mais pessoas e não dependem exclusivamente de recursos públicos. E se a Prefeitura de Varginha não ofertasse R$120 mil para o Carnaval, quais entidades escolas/blocos teriam condições de realizar o Carnaval? Mesmo porque, embora adore Carnaval, entendo que o Poder Público tem prioridades mais urgentes que a festa de momo, como Educação, Saúde e Segurança! Será que abrir esta “oferenda de recursos públicos para carnavalescos locais” é algo que estimula o empreendedorismo das escolas/blocos na busca pela diversidade financeira para se manterem ou será algo que vicia as instituições na dependência visceral do dinheiro público?
Orçamento de R$ 1,2 bilhão para 2027 será debatido na Câmara de Varginha
A Câmara de Varginha realiza, na quarta-feira (21/10), a audiência pública para debater o orçamento municipal de 2027. O evento é aberto ao público e acontece no Plenário do Legislativo. A discussão gira em torno do Projeto de Lei nº 60/2026, texto que em tese calcula as receitas e detalha as despesas do município para o próximo ano fiscal. Durante o encontro, servidores da Prefeitura de Varginha apresentarão os números e responderão às dúvidas dos participantes. O planejamento financeiro em análise estima uma receita total de R$1.282.772.200,00 para os cofres públicos ao longo de 2027. Essa quantia precisa orientar os gastos com folha, investimentos, a manutenção dos serviços básicos e as obrigações da administração pública no período. Os dados oficiais detalham a origem dos valores arrecadados e onde cada fatia do orçamento será aplicada. Embora seja uma reunião técnica, os participantes terão ideia básica de onde vem e para onde vai o bilionário orçamento do Município. Mais que entender o orçamento da cidade, saber para onde vai o dinheiro, a participação popular é importante para orientar e cobrar das autoridades a destinação correta dos recursos. Não é novidade que áreas importantes ficam com menos recursos do que precisam, bem como, nas “rubricas do engendrado e burocrático poder público, ficam sempre escondidos recursos para benesses, gastos duvidosos e despesas desnecessárias”. Se o povo soubesse o que fazem com os recursos públicos todos os dias nas muitas áreas do Executivo, Legislativo e Judiciário, faltariam guilhotinas... A reunião na Câmara pode ser acompanhada ao vivo pelos canais oficiais da Câmara no Facebook e no YouTube, participe!
Pinga Fogo
Fortalecidos pelos resultados eleitorais do primeiro turno no Brasil, os vereadores Davi Martins e Dudu Ottoni comemoram que terão no Congresso Nacional a presença de amigos que estão prontos a colaborarem nas eleições municipais de 2028! A conferir!
Apostas prematuras apontam que a Câmara de Vereadores de Varginha dará as eleições de 2028, pelo menos dois candidatos a vice-prefeito. Isso porque ainda nem temos os candidatos a prefeito de 2028, mas candidatos a vice já caem do teto!
A oposição estuda fazer checagem nos principais contratos de prestação de serviços e materiais do Executivo municipal. Isso tudo depois de encontrar “barbeiragens” no contrato da Empresa CFC com o Município. E o Governo se prepara para o desafio!
A oposição local voltou a reduzir, isso não significa que ficará menos combativa ou eficiente. Mas vale destacar que o Governo conseguiu “virar a mesa e melhorar a atuação”. Reconhecer as virtudes do adversário é o primeiro passo para tentar ganhar
ACIV amplia participação na Federaminas
O presidente da ACIV, André Yuki, participou da reunião de diretoria da Federaminas em Belo Horizonte. O encontro teve como foco ampliar a representatividade do Sul de Minas nas decisões estratégicas do setor produtivo estadual. A reunião contou com a presença de João Petenucci, presidente da Associação Comercial e Industrial de Alfenas - ACIA, consolidando a união de forças entre Varginha e Alfenas. Essa articulação conjunta busca posicionar demandas locais diretamente nos fóruns estaduais de associativismo. Durante a plenária, dirigentes debateram temas voltados à inovação, economia e formulação de políticas públicas para o empresariado. A iniciativa dá continuidade a pautas como a Carta Compromisso com o Desenvolvimento de Minas Gerais, entregue com 12 eixos estratégicos ao governo estadual e também aos candidatos ao governo estadual. Com assento na diretoria, a ACIV, entidade empresarial de Varginha, busca aproximar Varginha das diretrizes econômicas de Minas Gerais. O canal direto facilita o envio de demandas de micro e microempreendedores sobre competitividade e geração de empregos na região.
Câmara debate as condições de trabalho na limpeza urbana
A Câmara de Varginha realiza amanhã (15/10), Audiência Pública para discutir as condições de trabalho dos servidores da limpeza urbana. A iniciativa é de autoria do vereador Cássio Chiodi, que vem questionando as condições de trabalho no setor, inclusive com a denúncia de empresa terceirizada que presta serviços do Município ao Ministério Público do Trabalho. Foram convidados para a audiência os responsáveis pelos serviços de limpeza urbana. O encontro tem como objetivo o diálogo sobre a rotina e as condições de trabalho dos profissionais que atuam na limpeza das vias e dos espaços públicos. Entre os assuntos estão o pagamento de horas extras, o fornecimento de materiais e equipamentos de trabalho, a disponibilização de um local adequado para descanso e apoio aos funcionários, o fornecimento de uniformes e a assistência à saúde dos servidores. Também serão discutidas questões relacionadas ao tratamento e ao relacionamento entre encarregados e varredores. A realização da Audiência Pública permitirá ouvir os responsáveis pelo serviço e tratar de questões relacionadas às horas extras, materiais e uniformes, local de apoio, assistência à saúde e às relações de trabalho. A audiência é aberta à participação da população e será transmitida ao vivo pelos canais de comunicação da Câmara Municipal.
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