Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 30/09/2026
há 12 horas
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RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email:Rs.fernandes@fiemg.com.br
Mecanismos de apuração e fiscalização interna
Nos últimos anos o Poder Público municipal, em especial a Prefeitura e a Câmara vêm passando por constrangimentos gerados por servidores, sejam de carreira ou recrutamento amplo (sem concurso), que são pegos em situação de irregularidades. São servidores envolvidos em falhas graves que somente são revelados depois que órgãos externos como polícia civil, militar, Ministério Público ou à Justiça revelam os maus feitos. O que na maioria das vezes traz vergonha também para as instituições onde estão inseridos. Mas onde estão os mecanismos internos de fiscalização dos órgãos públicos que não identificam os servidores irregulares? Cadê corregedoria, controle interno e outros órgãos de fiscalização interna que não funcionam e são sempre os últimos a ficarem sabendo das mazelas praticadas por maus servidores? Quantos servidores públicos municipais, dos milhares existentes estão sendo investigados, possuem procedimento administrativo aberto ou foram exonerados depois de apuração de irregularidades? Afinal, problemas existem e não queremos aqui demonizar os gestores públicos nem a classe dos servidores, que são de modo geral honrados e fundamentais para o funcionamento do Governo. Mas o que parece existir é uma completa ineficiência dos órgãos de fiscalização e controle interno, cortinas de fumaça que escondem falhas graves de servidores que já deveriam ter sido desligados, mas continuam no serviço público manchando a imagem de quem trabalha bem! E tudo isso parece ocorrer com a ciência e complacência dos gestores públicos eleitos e encarregados, entre outras coisas, de fiscalizar o trabalho público para o povo! Isso não colabora para a imagem do Serviço Público, pelo contrário!
Que fim terá?
Ainda não se sabe que fim terá a estrutura física do antigo Moinho Sul Mineiro, abandonado pela empresa que arrendou o espaço, e pertencente ao grupo empresarial que parece não desejar voltar a empreender no ramo de trigo! Além disso, dizem, que os proprietários do grande imóvel na cidade não teriam recursos suficientes para voltar a operar o moinho, o que corrobora para a trágica possibilidade de abandono ou novo fim para o espaço. Mesmo que seja destinado para especulação imobiliária, o que muito se comenta, seria necessária a remoção da estrutura de prédios e maquinário hoje existente no local, o que não é rápido nem barato! Ademais, para as centenas de trabalhadores do antigo Moinho Sul Mineiro, a história da empresa e as muitas famílias que se formaram e estruturaram por meio da empresa vão lamentar a queda de mais uma grande potência empresarial da cidade que foi vencida pela economia debilitada do Brasil. Todos os dias no Brasil, empresários combativos, como os fundadores e herdeiros do Moinho Sul Mineiro, são vendidos pela alta tributação, alto custo do capital, burocracia e concorrência internacional.
Estrutura e manutenção
A todo momento vemos pedidos e cobranças de novas estruturas públicas como parquinhos em praças, academias de rua, sinalização de trânsito etc, bem como manutenção pontual e eficiente nestes bens públicos municipais. Os vereadores são geralmente os porta-vozes destes pedidos que nem sempre podem ser realizados com rapidez, visto que existe um cronograma a ser cumprido em várias tarefas da Secretaria de Obras. Mas o volume de demandas que vêm ocorrendo e até acumulando mostra que a cidade está crescendo e talvez a estrutura e logística do Município não acompanhe este crescimento. Além disso, é fato que a manutenção das estruturas públicas é afetada pela baixa proteção da Guarda Municipal aos bens públicos da cidade, que aliás é sua principal função! Claramente boa parte das manutenções e estruturas como quadras poliesportivas, praças, parques e academias de rua, abrigos de ônibus etc, se dá em razão de vandalismo onde os autores não são localizados nem presos pela Guarda Municipal ou Polícia Civil. Isso tudo vira um cachorro correndo atrás do rabo, pois a demanda por mais estrutura pública e manutenção cresce, o Legislativo cobra mais o Executivo que não consegue atender a demanda e ainda pena pela falta de combate ao vandalismo na cidade pela GCM.
Tempos difíceis
Os analistas políticos e econômicos apontam que seja quais forem os ganhadores das eleições de 2026, no ano que vem teremos uma economia retraída e um cenário social e mercado de trabalho muito difícil. Isso significa que haverá pouco dinheiro em circulação, preços inflacionados, muito arrojo, o que vai provocar mais pobreza e agravar a miséria. O presidente da Câmara, Alexandre Prado, fez pedido ao Governo para que sejam realizados estudos técnicos visando avaliar a possibilidade de aprimoramento e ampliação das modalidades de acolhimento temporário oferecidas no Município, de acordo com as necessidades identificadas e a capacidade da rede municipal de assistência social. Estruturas como asilo, albergue, e outras unidades da área social no município precisam estar preparadas, pois serão mais demandas no ano que vem. Esta é uma demanda já antecipada pelos analistas sociais e econômicos.
Pinga Fogo
Varginha possui a quantidade necessária de lixeiras nos principais centros de compras e zonas de circulação de pessoas na cidade? E quanto a correta manutenção e recolhimento de resíduos destas lixeiras, existem e funcionam?
As reclamações sobre a iluminação pública urbana reduziram! Um ótimo momento para que o Governo possa planejar a melhoria e modernização da iluminação em pontos estratégicos do trânsito, além de ampliar a iluminação para áreas da zona rural.
O vereador da oposição Cássio Chiodi já planeja esforço para conseguir o rateio dos recursos oriundos do Fundeb para os servidores da Educação. Cabe ao Governo liderar o discurso e ganhar apoio antecipando o rateio ou perder nova votação
O Bairro Carvalho é alvo de movimentação política da oposição e da base governista. Enquanto a oposição quer a construção de quadra com recurso de emenda parlamentar, a base luta para reformar e ampliar o Conselho Social do bairro
Palpiteiros bem remunerados
A Coluna já alertou sobre a ingerência de políticos, principalmente vereadores, na gestão do trânsito de Varginha. São intervenções não técnicas ou que muitas vezes contrariam as normas técnicas, mas que ocorrem por intervenção política para agradar algum aliado. Estou falando na construção de passagens elevadas, instalação de semáforos e até radares, mudanças de direção em algumas vias da cidade etc! Isso ocorre por interferência do Governo para atender aliados, mas frequentemente vemos no Legislativo pedidos dos vereadores no sentido de proporem mudanças no trânsito da cidade. E vale destacar que a gestão do trânsito é uma atribuição que precisa ser técnica e ninguém no Legislativo é técnico do assunto. Mas temos no Legislativo quem peça (e cobre politicamente nos bastidores) a implantação de mão dupla em vias da cidade como se tais alterações, sem consulta técnica, fossem apenas uma maquiagem superficial no trânsito cada dia mais caótico de Varginha.
Utilização pública
A vinda para Varginha de nova SAF esportiva, oriunda de Itabirito/MG, vai utilizar o Estádio Municipal de Varginha, o Melão, e pode ainda ocupar outras estruturas esportivas locais. O uso destas estruturas públicas é parte do acordo do Município e a SAF, que vai treinar seus jogadores e formar novos atletas na cidade, pelo menos é isso que se espera. Contudo, a experiência passada que tivemos com o Boa Esporte deixou uma preocupação que pode ser amenizada com um projeto de lei apresentado pelo vereador Bruno Leandro – Coletor. Ocorre que muitos atletas e times amadores da cidade reclamavam que não tinham espaço para utilizarem os campos de futebol públicos da cidade, à época, gerenciados pelo Boa Esporte. É fato que o campo mais estruturado da cidade é do Melão, contudo, temos diversas estruturas esportivas na cidade agregadas as escolas públicas e boa parte deste acervo esportivo municipal fica ocioso aos finais de semana. O projeto de Lei apresentado por Bruno Leandro dispõe sobre a autorização de uso comunitário das quadras esportivas das unidades escolares da Rede Municipal de Ensino de Varginha e estabelece normas de responsabilidade, conservação e zelo pelo patrimônio público. A ideia é interessante e pode ajudar a evitar uma reclamação recorrente quando o Melão e outras estruturas esportivas estiverem praticamente reservadas para a SAF. Falta apenas o vereador Bruno combinar com o Governo sobre a aprovação do projeto.
Mostrando a cara
Os vereadores de Varginha que estão abraçando campanhas políticas nas eleições de 2026 na cidade têm mostrado a cara e escolhendo lado na política cada dia mais polarizada do Brasil. As escolhas por candidaturas a deputado são até comuns e necessárias para a cidade, pois quem escolhe agora e apoia um candidato a deputado estadual ou federal, tem depois a chance de pleitear recursos de emendas para a cidade. Além de garantir o apoio de um parlamentar estadual ou federal para pleitos da cidade nos governos estadual e federal, o que faz toda a diferença para o sucesso dos pedidos formulados. Mas ainda assim, temos vereadores que estão calados e sem nenhuma manifestação de quem estão apoiando. Seja pela “inércia política ou mesmo pelo constrangimento das escolhas que fizeram ou são forçados a fazer”. Lado outro, temos também na cidade vereadores que vão além das necessárias escolhas legislativas, temos aqueles que escolhem e apontam caminhos no âmbito do Executivo. Escolhem o lado certo, abraçam nomes para governador e presidente, mostram que tem alinhamento para com projetos macros para Minas e para o Brasil. Neste ponto, é importante destacar a atuação dos vereadores Davi Martins e Ana Rios, não pela escolha que fizeram para governador e presidente, mas sim pela coragem de se manifestarem e escolherem um lado! Isso mostra personalidade, enquanto tem político que quer evitar desgaste, temos outros que querem evitar a escolha errada para cargos estratégicos que definirão o futuro de Minas e do Brasil. Vereadores assim são imprescindíveis para a melhoria do futuro político municipal. Parabéns para aqueles que não tem medo de desgaste e lutam para que o povo participe ativamente dos processos eleitorais!
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