Coreia do Sul atribui explosão na fronteira a minas instaladas pelo Norte; dois soldados ficaram feridos; investigação conjunta com ONU confirma autoria; Pyongyang nega e chama acusação de infundada
há 3 horas
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Autoridades da Coreia do Sul anunciaram que a explosão que feriu gravemente dois soldados em 21 de setembro foi provocada por minas antipessoais instaladas pela Coreia do Norte. A conclusão vem de investigação feita em conjunto com o Comando das Nações Unidas, com base em evidências técnicas. Os militares explicam que os artefatos foram colocados ao sul da linha que separa os dois países, em área que deveria estar livre de armamentos, sob pretexto de obras de fortalecimento da fronteira. Estima-se que a mina responsável pelo ocorrido tenha sido posicionada aproximadamente um ano antes do incidente.
Desde abril de 2024, a Coreia do Norte intensificou ações de fechamento e armazenamento da divisa. Foram mobilizados cerca de 7 mil trabalhadores para instalar cercas, estruturas defensivas e campos de minas. Pelo menos 50 eventos de aproximação ou travessia da linha de demarcação foram registrados neste período. A presença de minas na zona desmilitarizada — faixa de 4 quilômetros de largura que separa os dois lados — é considerada violação direta do acordo de cessar-fogo firmado em 1953, que encerrou os combates sem estabelecer paz formal.
A Coreia do Norte rejeitou as acusações de forma imediata. A irmã do líder Kim Jong Un classificou as alegações como infundadas e recusou qualquer pedido de retratação ou reparo. A situação mantém elevada a tensão na península, onde os dois lados permanecem em estado de beligerância técnica, sem tratado de paz que ponha fim definitivo ao conflito iniciado há mais de sete décadas.
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