Cuba marca centenário de Fidel Castro em meio à tensão com os Estados Unidos
há 1 dia
2 min de leitura
Reprodução
A quinta-feira (13) marca os 100 anos do nascimento de Fidel Castro, líder revolucionário que comandou Cuba durante décadas e construiu um Estado comunista próximo aos Estados Unidos. O centenário é lembrado em um momento de tensão entre Havana e Washington.
Fidel Castro ganhou projeção internacional ao liderar uma campanha de guerrilha que derrubou o então ditador cubano Fulgencio Batista em 1º de janeiro de 1959. A vitória revolucionária colocou Castro no centro da política cubana e internacional.
Filho de um produtor de açúcar, Castro promoveu uma transformação política, social e econômica em Cuba. Com a participação de Ernesto “Che” Guevara, ajudou a estabelecer a primeira administração comunista do hemisfério ocidental.
A postura de confronto com os Estados Unidos fez de Castro um dos principais adversários de Washington durante a Guerra Fria. Entre os episódios mais conhecidos do período está a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em 1961, realizada por exilados cubanos treinados e financiados pela CIA.
Mesmo diante de décadas de sanções americanas, Fidel permaneceu no poder por quase meio século. Durante esse período, enfrentou nove presidentes dos Estados Unidos, de Dwight Eisenhower a Bill Clinton, além de diversas iniciativas destinadas a pressioná-lo ou retirá-lo do comando de Cuba.
O ex-presidente cubano morreu em 2016, aos 90 anos, mas continua sendo uma figura central na história política do país. Para seus seguidores, Fidel representa a resistência diante dos Estados Unidos; para seus críticos, seu longo período no poder é associado a um regime autoritário.
A lembrança dos 100 anos de seu nascimento ocorre enquanto Cuba enfrenta novamente uma relação tensa com Washington. Nos últimos meses, os dois países passaram por novos episódios de pressão política e econômica, mantendo a questão cubana no centro das relações entre Havana e os Estados Unidos.
Comentários