Câmeras registram últimas horas de estudante de 22 anos antes de ser encontrada morta em condomínio
há 6 horas
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Imagens de câmeras de segurança mostram os últimos momentos de Isabelle Caracristi, de 22 anos, antes de ela ser encontrada morta em uma área externa de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. A estudante de Direito foi localizada no domingo (13), e o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará.
As gravações mostram Isabelle chegando ao Residencial La Piazza às 17h58. Ela estava com uma bolsa e uma mala de mão. Pouco depois, o namorado desceu até a portaria para encontrá-la, e os dois seguiram juntos pelo elevador até o apartamento onde ele morava.
De acordo com as imagens, às 18h31, o namorado deixou o prédio sozinho, usando outra roupa. Antes de sair, ele aparece no elevador mexendo em um anel na mão direita. Isabelle permaneceu no condomínio.
Às 19h11, a estudante foi registrada novamente pelas câmeras. Ela entrou em um elevador e apertou o botão para subir até o 23º andar, onde fica a cobertura e o rooftop do residencial. O apartamento onde ela morava com o namorado ficava no 15º andar.
Pouco depois, às 19h22, Isabelle enviou uma última mensagem para a mãe. Na conversa, ela contou que estava com dor provocada por um torcicolo e disse que iria descansar. A mãe recomendou que ela tomasse um relaxante muscular. As duas terminaram a conversa dizendo que se amavam.
Segundo a polícia, o impacto que provocou a morte de Isabelle ocorreu por volta das 20h40, aproximadamente uma hora e meia depois de ela aparecer nas imagens subindo para o 23º andar.
O namorado retornou ao condomínio às 22h48. Nas imagens, ele aparece entrando pelo estacionamento e conversando com algumas pessoas. O carro da perícia já estava no local naquele momento.
A Polícia Civil analisa outras imagens das câmeras de segurança para tentar esclarecer o que aconteceu entre a chegada de Isabelle ao prédio e o momento da queda. Quatro pessoas já prestaram depoimento, e outras quatro devem ser ouvidas nos próximos dias. O laudo do exame realizado no corpo é esperado para o início de outubro.
A Perícia Forense do Estado do Ceará informou que os exames realizados no corpo identificaram lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Exames laboratoriais para verificar a presença de substâncias toxicológicas tiveram resultado negativo.
Isabelle havia se mudado para o condomínio algumas semanas antes e morava com o namorado, o irmão dele e a mãe dele. A estudante e o namorado haviam se conhecido em julho, em um escritório de advocacia onde ele trabalhava e ela fazia estágio.
Segundo a mãe de Isabelle, a filha havia relatado situações que considerava relacionadas a um comportamento ciumento do namorado. Isorlanda Caracristi contou que a jovem dizia que ele aparecia em diferentes lugares quando ela saía para lanchar com colegas ou ir à farmácia.
No domingo em que morreu, Isabelle passou o dia na casa da mãe antes de retornar ao condomínio. Depois da última mensagem, a mãe tentou novamente entrar em contato com a filha, mas não conseguiu.
Isorlanda contou que só descobriu a morte no dia seguinte, quando foi até o condomínio após não conseguir falar com Isabelle. Segundo ela, também tentou contato com o namorado da filha, mas não recebeu resposta e percebeu posteriormente que havia sido bloqueada no WhatsApp.
A Polícia Forense voltou ao condomínio com drones para realizar novas diligências. Manifestantes também estiveram em frente ao prédio cobrando esclarecimentos sobre a morte da estudante.
A polícia continua analisando as imagens e ouvindo testemunhas para reconstruir as últimas horas de Isabelle. A advogada da família afirmou que os familiares ainda buscavam acesso ao conjunto completo das gravações, incluindo imagens de câmeras internas, externas e do apartamento.
O namorado de Isabelle não é apontado como suspeito pela Polícia Civil, e as circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas.
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