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Cães farejadores ajudam equipes de resgate a localizar sobreviventes em terremotos

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Cães farejadores são importantes aliados das equipes de resgate durante terremotos e outros desastres que provocam desabamentos. Os animais são treinados para identificar o odor humano e podem ajudar profissionais a localizar áreas onde existe possibilidade de haver vítimas, permitindo que os trabalhos sejam direcionados com maior precisão.

A importância desses animais ganhou destaque após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10). O tremor deixou ao menos 224 mortos e provocou o desabamento de estruturas em pelo menos 20 cidades. Segundo a Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales), 152 estruturas desabaram e milhares de casas foram danificadas.

Em Cali, pelo menos 239 pessoas estavam presas sob os escombros, de acordo com o prefeito Alejandro Eder. Com centenas de pessoas potencialmente soterradas, equipes formadas por bombeiros, paramédicos e outros profissionais foram mobilizadas para realizar as buscas.

As primeiras 48 a 72 horas depois de um terremoto são consideradas uma janela importante para localizar pessoas soterradas com vida. Por isso, os profissionais utilizam diferentes recursos para acelerar o trabalho, entre eles os cães especializados em busca e salvamento.

Segundo o tenente Henrique Barros, comandante do canil de São Paulo, os cães passam por uma avaliação de temperamento antes do treinamento. O teste analisa características comportamentais e a forma como o animal reage a diferentes estímulos, além de aspectos relacionados à disposição para superar obstáculos e realizar atividades de busca.

O treinamento pode levar aproximadamente dois anos, embora o período varie de acordo com cada animal. Durante esse processo, os cães aprendem a reconhecer determinados odores e indicar aos seus condutores quando encontram o alvo procurado.

Diferentemente dos cães utilizados em algumas atividades policiais, os animais empregados pelo Corpo de Bombeiros trabalham soltos durante as operações. Por isso, de acordo com Barros, é necessário desenvolver uma relação de confiança entre o cão e seu condutor para que o trabalho seja realizado de maneira adequada.

Durante uma ocorrência, os cães ajudam na divisão e avaliação das áreas atingidas. Por terem capacidade olfativa elevada e conseguirem percorrer grandes espaços rapidamente, eles podem indicar aos socorristas quais pontos apresentam possibilidade de haver vítimas, auxiliando na definição dos locais que devem receber maior atenção.

O treinamento utilizado pelas equipes inclui o método K9-SAR, reconhecido internacionalmente. Embora existam adaptações de acordo com o país ou a equipe responsável, a base do processo é semelhante: o animal aprende a reconhecer o odor procurado e recebe uma recompensa quando realiza corretamente a indicação.

Dessa maneira, os cães farejadores contribuem para tornar as operações de busca mais rápidas e precisas, ajudando as equipes de emergência a concentrar esforços nos locais onde há maior possibilidade de encontrar vítimas após grandes desastres.
Fonte: CNN

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Gazeta de Varginha

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