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Delação de Daniel Vorcaro fica indefinida em meio à crise no STF

21 de set.
2 min de leitura
Reprodução
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A possibilidade de um acordo de colaboração premiada entre a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e as autoridades responsáveis pelas investigações do caso Master permanece indefinida em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). A situação foi agravada pela disputa em torno da condução dos processos e pela exposição de mensagens e referências a integrantes da própria Corte.

A defesa de Vorcaro já apresentou duas propostas de delação que não avançaram. Agora, a possibilidade de uma nova negociação ficou em compasso de espera depois que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que o inquérito relacionado ao caso Master fosse remetido à Presidência da Corte e permanecesse paralisado até nova ordem.

Até o momento, o ministro André Mendonça continua formalmente como relator do caso. No entanto, a decisão de Fachin impede, por enquanto, que Mendonça determine novas diligências ou homologue eventual colaboração de Vorcaro. Com isso, também ficaram suspensos novos movimentos relacionados a uma possível negociação de delação.

A decisão de Fachin também atingiu outros procedimentos que estavam sob responsabilidade de Mendonça. Entre eles estão processos relacionados às investigações sobre o escândalo de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e à suposta relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

A crise entre integrantes do STF ganhou força depois que Mendonça determinou a retirada do sigilo de relatórios produzidos pela Polícia Federal a partir de informações extraídas do celular de Vorcaro. Os documentos incluem mensagens que tratam de uma suposta relação próxima entre o ex-banqueiro e Moraes.

Mendonça também levou ao plenário do Supremo um pedido para abertura de investigação envolvendo Moraes. O pedido, porém, ainda não foi decidido pelo colegiado da Corte.

Segundo informações obtidas pela CNN, os advogados de Vorcaro avaliam que a divulgação das mensagens envolvendo integrantes do STF pode dificultar uma eventual colaboração. A exposição do conteúdo do celular ocorre justamente em um momento de tensão entre ministros do Supremo, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A possibilidade de delação também depende das tratativas entre a defesa e as autoridades que possuem atribuição legal para negociar e formalizar uma colaboração premiada, especialmente a PF e a PGR. As duas propostas apresentadas anteriormente pela defesa não foram aceitas.

Além da indefinição sobre a delação, a defesa de Vorcaro apresentou ao STF, na sexta-feira (18), um pedido para revogar a prisão preventiva do ex-banqueiro. O requerimento foi encaminhado ao presidente Edson Fachin.

Os advogados justificaram o pedido afirmando que a condução dos processos relacionados à Operação Compliance Zero está, neste momento, indefinida. A solicitação ocorre enquanto permanece sem definição quem terá efetivamente o controle dos procedimentos envolvendo Vorcaro e o caso Master.

Enquanto o Supremo não define a condução dos processos, seguem em aberto tanto o andamento das investigações quanto o futuro de uma eventual colaboração premiada de Daniel Vorcaro.

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