top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Doenças respiratórias avançam no inverno e deixam hospitais do Sul de Minas com UTIs lotadas e pacientes aguardando vagas

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Reprodução
Reprodução
O avanço das doenças respiratórias durante o inverno tem elevado a ocupação de hospitais e unidades de pronto atendimento no Sul de Minas. Diversas cidades registraram aumento na procura por atendimento e alta ocupação de leitos, principalmente de UTI, enquanto pacientes aguardavam vagas para internação.
Além do crescimento dos casos respiratórios, unidades de saúde relataram dificuldades no processo de transferência de pacientes pelo novo sistema estadual de regulação de vagas, o CORE, que substituiu o SUSFácil. A mudança tem contribuído para que alguns pacientes permaneçam por mais tempo em UPAs e hospitais aguardando encaminhamento.
Em Poços de Caldas, a Santa Casa informou que 176 dos 185 leitos destinados ao SUS estavam ocupados. Setores como pediatria, UTI neonatal, UTI adulto, clínica médica e cirurgia geral operavam com 100% de ocupação. Apenas nove leitos permaneciam disponíveis, concentrados nas áreas de obstetrícia e queimados. O pronto-socorro também mantinha 14 pacientes que já deveriam ter sido transferidos para enfermarias, mas aguardavam liberação de vagas. Segundo o superintendente da instituição, Renan Rodrigues, o aumento da demanda estava relacionado principalmente às doenças respiratórias típicas do período de inverno.
Em Pouso Alegre, a UPA Central registrou crescimento de 7% nos atendimentos por síndromes respiratórias em julho, na comparação com junho. As internações também aumentaram cerca de 20%.
A médica plantonista Luísa Nunes Figueiredo explicou que, apesar da média histórica de ocupação dos leitos ser de aproximadamente 70%, a unidade vinha funcionando com praticamente todos os leitos ocupados na maior parte dos dias. Ela orientou que sintomas leves podem ser acompanhados em casa, enquanto casos com falta de ar ou dor no peito precisam de atendimento imediato.
Em Itajubá, o Hospital de Clínicas e a Santa Casa informaram que operavam com ocupação máxima. Em Varginha, o Hospital Bom Pastor permanecia com os dez leitos de UTI adulto totalmente ocupados, enquanto o Hospital Regional registrava lotação dos leitos pediátricos.
Em Passos, a Santa Casa tinha apenas um dos 38 leitos de UTI adulto disponível. Todos os oito leitos pediátricos estavam ocupados e a UTI neonatal funcionava acima da capacidade, com 20 pacientes para 18 leitos.
Na UPA de Passos, 85% dos leitos estavam ocupados, com 39 pacientes aguardando transferência para hospitais. Segundo a coordenadora de enfermagem da unidade, Gelsa Silva de Macedo, alguns pacientes chegaram a esperar até oito dias por uma vaga, aumentando a pressão sobre as equipes de atendimento.
Outras instituições da região também registraram alta ocupação. Em Alfenas, a Santa Casa apresentava 75% de ocupação na UTI adulto e 50% na UTI neonatal. Já o Hospital Universitário Alzira Velano, o Hospital São Sebastião, em Três Corações, e os hospitais Vaz Monteiro e Santa Casa, em Lavras, operavam com 100% dos leitos de UTI ocupados.
As unidades de saúde atribuíram o cenário ao aumento das infecções respiratórias durante o inverno e aos desafios enfrentados no processo de regulação de vagas pelo sistema CORE.
As equipes de saúde reforçaram a importância da vacinação, dos cuidados para evitar a transmissão de doenças respiratórias e da busca por atendimento médico em situações realmente necessárias, como forma de reduzir a sobrecarga da rede hospitalar.
Fonte: G1

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page