Dolphin deixa ruas alagadas e leva autoridades chinesas a elevar alerta para chuvas
há 12 horas
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O tufão Dolphin, classificado como o mais poderoso a atingir a China este ano, avançou para o interior do país nesta terça-feira (11) e alcançou a província de Hubei, na região central. O rastro do fenômeno inclui ruas completamente alagadas, pontos turísticos interditados e obras paralisadas, além de alertas do serviço meteorológico para o risco de tempestades extremas em uma vasta área do território chinês.
A força do Dolphin chama atenção pela longevidade e pelo alcance do seu sistema. Após percorrer quase 6 mil quilômetros, a tempestade tocou o solo na costa leste durante o fim de semana, carregando rajadas de vento e um enorme cinturão de nuvens. Em Xangai, a água tomou conta das vias públicas, afetou o comércio e forçou o cancelamento de cerca de 40% dos voos na segunda-feira (10). Na cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang, a fúria dos ventos chegou a tombar um caminhão em plena avenida sob chuva torrencial.
Ao empurrar a umidade para o norte, o tufão passou a ameaçar áreas a mais de mil quilômetros de Hubei, chegando perto da capital. Quatro distritos nos arredores de Pequim já acionaram o nível máximo de emergência contra inundações. A expectativa é que a cidade receba, em apenas 24 horas a partir do fim desta terça, um volume de água equivalente a mais de um terço de toda a média anual de chuva.
Antes de causar estragos na China, o Dolphin já havia passado por Okinawa, no sul do Japão. Por lá, o vendaval deixou seis feridos e cortou a energia de mais de 50 mil casas.
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