Dólar fecha perto de R$ 5,15 e Ibovespa recua após decisões de juros no Brasil e nos EUA
17 de set.
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O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão de quarta-feira (16) sob os efeitos das decisões dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. O Ibovespa caiu 0,51%, aos 185.547 pontos, enquanto o dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,15, com baixa de 0,07%.
O desempenho ocorreu em um dia marcado por decisões de política monetária em direções opostas. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, em um corte de 0,25 ponto percentual. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros na mesma proporção, levando a taxa americana para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano.
A decisão do Fed teve peso sobre os mercados porque representou a primeira alta dos juros americanos desde julho de 2023. O presidente do banco central dos Estados Unidos, Kevin Warsh, adotou um discurso considerado duro em relação à inflação, reforçando a percepção de que a política monetária americana pode continuar restritiva.
No Brasil, o corte da Selic já era amplamente esperado pelos investidores. A decisão levou a taxa básica para 13,75%, e o comunicado do Copom manteve aberta a possibilidade de novas reduções, sem indicar de forma definitiva qual será o próximo passo do ciclo de cortes.
Antes mesmo da decisão brasileira, o Ibovespa havia sentido a reação dos investidores ao movimento do Federal Reserve. O principal índice da Bolsa brasileira chegou a oscilar entre 184.753 e 186.738 pontos durante o pregão e terminou aos 185.547 pontos. O volume financeiro movimentado na sessão foi de aproximadamente R$ 21,8 bilhões.
Entre as ações que mais subiram no pregão, Magazine Luiza (MGLU3) avançou 6,64%, a Assaí (ASAI3) teve alta de 4,66% e a CSN (CSNA3) ganhou 4,03%. Na ponta negativa, Prio (PRIO3) caiu 4,72%, enquanto Petrobras ON (PETR3) recuou 4,27% e Petrobras PN (PETR4) perdeu 3,53%.
O dólar, por sua vez, teve pouca variação ao longo da sessão e terminou em R$ 5,1514, uma queda de 0,07%. A moeda brasileira apresentou estabilidade mesmo diante da valorização global do dólar após a decisão do Federal Reserve.
O cenário para os ativos brasileiros passou a ser influenciado por dois movimentos distintos: enquanto a redução da Selic tende a representar uma flexibilização das condições financeiras domésticas, a elevação dos juros americanos aumenta a atratividade relativa dos ativos em dólar e mantém pressão sobre mercados emergentes. Analistas passaram a acompanhar os próximos sinais dos dois bancos centrais para avaliar os efeitos sobre câmbio, Bolsa e juros futuros.
Além das decisões de política monetária, os investidores também acompanham a trajetória dos preços do petróleo e novos indicadores econômicos internacionais. A queda recente da commodity permanece no radar do mercado por seus possíveis efeitos sobre a inflação e sobre as expectativas para os juros.
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