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Embaixador da Argentina deixará o Brasil em meio ao agravamento da crise diplomática entre os dois países

7 de ago.
2 min de leitura
Reprodução
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A crise diplomática entre Brasil e Argentina ganhará um novo capítulo neste domingo (9), quando o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, deixará o país para retornar a Buenos Aires. A saída ocorre em meio ao agravamento das relações entre os dois governos após declarações do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Raimondi comunicou ao Itamaraty que embarcará no domingo. A viagem acontece depois de o governo brasileiro rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina, medida adotada em resposta aos ataques verbais feitos por Milei às autoridades brasileiras.

O governo brasileiro decidiu que as relações com a Argentina passarão a ser conduzidas em nível de encarregado de negócios, sem a atuação de um embaixador brasileiro em Buenos Aires. A medida foi anunciada após o Itamaraty considerar inaceitáveis as declarações do presidente argentino, classificadas como ofensivas ao presidente da República, ao Poder Judiciário e às instituições brasileiras.

A crise se intensificou depois que Milei voltou a fazer críticas públicas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes durante participação em um evento político no Brasil e em entrevistas posteriores. Em resposta, o governo brasileiro convocou para consultas o então embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, e posteriormente confirmou que ele não retornaria ao posto enquanto persistissem as declarações consideradas ofensivas.

Apesar do aumento da tensão diplomática, Brasil e Argentina mantêm relações comerciais e institucionais em diversas áreas. No entanto, o rebaixamento das representações diplomáticas é considerado uma das medidas mais severas adotadas entre os dois países nas últimas décadas e reflete o desgaste provocado pela troca de declarações entre os governos.

Até o momento, o governo argentino não anunciou mudanças equivalentes em sua representação diplomática no Brasil. A expectativa é que os próximos desdobramentos dependam da evolução da crise e de eventual retomada do diálogo entre os dois países.

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