Emirados Árabes Unidos abrem investigação por suspeita de terrorismo em voo da Flydubai; piloto indiano esfaqueado é chamado de herói; avião pousou na Arábia Saudita
1 de out.
1 min de leitura
Reprodução
Os Emirados Árabes Unidos iniciaram investigação para apurar se o ataque ocorrido a bordo de um voo da Flydubai com destino a Tel Aviv constitui ação terrorista e se houve planejamento prévio. A aeronave saiu de Dubai na manhã de quarta-feira, dia 30 de setembro, e cerca de duas horas depois começou a perder altitude rapidamente, fazendo curva acentuada e acionando o código internacional de sequestro. O comandante Smit Machchhar, piloto indiano, foi esfaqueado por um homem identificado como cidadão de Omã. Passageiros intervieram para imobilizar o suspeito enquanto outros socorreram o comandante, que estava gravemente ferido.
Pilotos que estavam entre os passageiros conseguiram retomar o controle da aeronave e realizar pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita. O avião havia perdido mais de 5 mil metros de altitude em queda livre, e muitos a bordo relataram ter pensado que não sobreviveriam. O comandante Smit Machchhar foi levado a hospital e segue em condição estável. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiaram sua coragem; Netanyahu afirmou que o piloto impediu uma tragédia comparável à de 11 de Setembro.
Autoridades israelenses classificaram o episódio como tentativa de ataque terrorista, embora a motivação ainda não esteja confirmada. Os voos da Flydubai entre Dubai e Tel Aviv foram suspensos temporariamente. Uma companhia aérea israelense vai operar voos especiais para repatriar cidadãos retidos nos Emirados. A investigação segue em curso em dois países: os Emirados, por ser a aeronave registrada lá, e a Arábia Saudita, onde o suspeito está detido e sendo interrogado.
Comentários