Equipes combatem incêndios florestais na Espanha em meio à pior temporada das últimas décadas
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Equipes de emergência e bombeiros trabalham para combater uma série de incêndios florestais que atingem diferentes regiões da Espanha. A temporada de fogo já é considerada uma das mais letais das últimas décadas no país, com 13 mortes registradas, enquanto as chamas avançam em meio a condições climáticas adversas e ameaçam comunidades próximas a Madri.
O governo espanhol declarou estado de emergência nacional na noite de quinta-feira (23), diante da ocorrência simultânea de vários incêndios, das condições meteorológicas desfavoráveis e da necessidade de mobilizar recursos de diferentes órgãos públicos. Segundo as autoridades, essa foi a primeira vez que uma medida desse tipo foi adotada no país em razão de incêndios florestais.
A situação levou milhares de pessoas a deixarem suas casas ou a receberem orientação para permanecerem em suas residências. Apenas na região de Madri, mais de 10 mil pessoas foram retiradas de áreas como Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias, Pelayos de la Presa e Aldea del Fresno. O governo regional também alertou para o risco de o incêndio em Burgohondo, na província de Ávila, avançar em direção à região da capital.
Mais de 270 profissionais de emergência e 40 unidades terrestres foram mobilizados nas áreas afetadas, com apoio de contingentes da Unidade Militar de Emergência (UME). Em diferentes pontos do país, equipes trabalham durante o dia e a noite para conter as chamas, utilizando jatos d'água, mangueiras, aceiros e aeronaves que lançam retardante sobre as áreas atingidas.
No leste da Espanha, um incêndio avançou pelas encostas florestadas da Serra de Espadà, onde helicópteros foram usados para captar água e lançá-la sobre as frentes de fogo. As equipes enfrentaram temperaturas próximas de 35°C, ventos fortes e umidade relativa do ar de aproximadamente 20%, condições que dificultaram o controle das chamas. A previsão de aumento da umidade durante a noite poderia favorecer o trabalho dos bombeiros.
A crise também atingiu outras regiões do país. Em Manises, na Comunidade Valenciana, um incêndio provocou a morte de uma pessoa e se espalhou rapidamente devido aos ventos, antes de ser controlado cerca de quatro horas depois. A prefeitura decretou dois dias de luto oficial e prestou homenagem às equipes de emergência envolvidas no combate às chamas.
A temporada de incêndios ocorre após uma sequência de ondas de calor que deixou grandes áreas da Espanha secas e vulneráveis ao fogo. Especialistas apontam que as chuvas excepcionalmente fortes registradas durante a primavera fizeram a vegetação crescer em grande quantidade, mas o material acabou ressecado durante o verão de temperaturas elevadas, tornando-se combustível para a rápida propagação das chamas.
Mais de 100 mil hectares já foram consumidos pelos incêndios na Espanha neste ano, área próxima à média anual registrada no país na última década. O número de mortes, que chegou a 13, tornou 2026 uma das temporadas de incêndios florestais mais letais das últimas décadas, enquanto autoridades continuam mobilizadas para conter os focos ativos e proteger as comunidades ameaçadas.
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