Estelionatos disparam e feminicídios aumentam em Minas, aponta Anuário da Segurança Pública
27 de jul.
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Anuário da Segurança Pública aponta queda nas mortes violentas, mas aumento dos feminicídios preocupa em Minas Gerais.
Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que Minas Gerais registrou redução nas Mortes Violentas Intencionais (MVI), mas apresentou aumento nos casos de feminicídio consumado. Para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o levantamento reforça os desafios enfrentados pelas instituições de segurança pública e justiça no combate à violência.
As Mortes Violentas Intencionais — categoria que reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenção policial e outros crimes letais — caíram 14,2% em Minas Gerais e 8,2% no Brasil em relação ao ano anterior.
Feminicídios aumentam em Minas
Apesar da redução dos crimes letais em geral, o estado registrou 177 feminicídios consumados em 2025, um crescimento de 4,4% em comparação com 2024. Minas Gerais concentra 11,3% de todas as vítimas de feminicídio do país, ocupando o segundo lugar nacional em números absolutos.
Por outro lado, os casos de feminicídio tentado apresentaram queda. Foram registrados 207 casos, redução de 16,8% em relação ao ano anterior.
Segundo a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAOVD), promotora de Justiça Denise Guerzoni, o contraste entre os indicadores acende um sinal de alerta.
Ela explica que a redução das tentativas pode indicar tanto um aumento da letalidade da violência contra a mulher quanto possíveis dificuldades na identificação e no registro correto dos casos pelas autoridades.
"O reconhecimento adequado do feminicídio tentado desde o primeiro atendimento é essencial para preservar provas, garantir a investigação e oferecer acolhimento às vítimas", destacou a promotora.
Estelionato segue em alta
O levantamento também aponta que o estelionato permanece como o principal crime patrimonial do país.
Entre 2018 e 2025, esse tipo de crime cresceu 429,8% no Brasil, impulsionado principalmente pelas fraudes praticadas em meios digitais, como golpes aplicados por aplicativos de mensagens, redes sociais e plataformas de comércio eletrônico.
Outros desafios da segurança pública
Além dos indicadores relacionados aos crimes contra a vida, o Anuário também chama atenção para outros problemas que seguem em crescimento, como:
aumento da letalidade policial;
crescimento do tráfico de drogas;
elevação do número de pessoas desaparecidas;
aumento dos casos de suicídio entre agentes das forças de segurança.





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