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EUA decidem nesta quarta-feira se aplicam novas tarifas sobre produtos brasileiros

  • 15 de jul.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O governo dos Estados Unidos define nesta quarta-feira (15) se aplicará uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros após a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A proposta prevê a cobrança adicional de 25% sobre parte das importações do Brasil, medida que pode atingir diferentes setores da economia, incluindo segmentos ligados ao agronegócio.

A recomendação foi apresentada com base em uma investigação aberta sob a Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O USTR sustenta que determinadas práticas adotadas pelo Brasil prejudicam empresas e interesses comerciais dos Estados Unidos. Entre os argumentos citados estão políticas relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, acordos tarifários preferenciais, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e ações voltadas ao desmatamento ilegal. O governo brasileiro rejeita essas justificativas e afirma que elas não fundamentam a adoção das tarifas.

Caso a medida seja confirmada, parte dos produtos brasileiros poderá enfrentar uma tributação adicional para entrar no mercado norte-americano. Alguns itens considerados estratégicos, como carnes, café, peças de aeronaves, minerais metálicos, frutas, especiarias e petróleo, estão entre os produtos incluídos em listas de exceção apresentadas durante o processo.

Enquanto aguarda a decisão, o governo brasileiro mantém negociações com as autoridades dos Estados Unidos. Segundo integrantes da equipe econômica, a prioridade é buscar uma solução por meio do diálogo, mas Brasília também avalia outras alternativas caso as tarifas sejam efetivamente implementadas. Entre elas está a retomada do processo previsto na Lei da Reciprocidade Comercial, além da adoção de medidas para reduzir os impactos sobre os setores exportadores.

Representantes da indústria, do agronegócio e de empresas brasileiras e norte-americanas participaram das audiências públicas promovidas pelo USTR antes da decisão final. Ao todo, centenas de manifestações foram encaminhadas ao órgão de comércio dos Estados Unidos pedindo que a proposta de novas tarifas não seja adotada. Grandes empresas americanas também alertaram que a medida pode aumentar custos nas cadeias produtivas e gerar efeitos negativos para consumidores e empresas dos próprios Estados Unidos.

Além da tarifa de 25% em análise, outra proposta apresentada pelo USTR prevê a aplicação de uma taxa adicional de 12,5% sobre produtos oriundos de países que, segundo o órgão, não adotam medidas suficientes para impedir o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Se ambas as medidas incidirem sobre determinados produtos brasileiros, a carga tarifária poderá alcançar 37,5%, ampliando as barreiras às exportações para o mercado norte-americano.

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Gazeta de Varginha

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