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Execução de Christa Pike falha após duas injeções letais no Tennessee; estado suspende novas execuções

há 37 minutos
3 min de leitura
Imagem gerada por IA
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A execução de Christa Pike, de 50 anos, falhou na noite de quarta-feira (30) no Tennessee, nos Estados Unidos, depois que ela recebeu duas injeções de pentobarbital e continuou viva. A mulher havia sido levada à câmara de execução da Instituição de Segurança Máxima Riverbend, em Nashville, e seria a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos.

Após a aplicação das duas doses, testemunhas relataram que Pike continuava respirando e apresentava sinais de vida. Segundo relatos de jornalistas que acompanharam o procedimento, ela chegou a roncar e permaneceu consciente durante parte da tentativa de execução. A aplicação foi interrompida, e Pike foi levada para receber atendimento médico em uma unidade hospitalar externa. As autoridades não divulgaram inicialmente detalhes sobre seu estado de saúde.

O episódio ocorreu depois de uma sequência de decisões judiciais que alteraram o andamento da execução. Na quarta-feira, uma corte federal de apelações havia determinado uma suspensão temporária do procedimento, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos posteriormente permitiu que a execução prosseguisse. Poucas horas depois, o Tennessee iniciou a aplicação da pena capital.

Durante o procedimento, jornalistas que estavam entre as testemunhas afirmaram ter ouvido Pike respirar e roncar depois que as cortinas da câmara foram fechadas. Relatos também indicaram que ela havia reclamado de uma sensação de queimação no braço após a aplicação da substância.

O Departamento de Correção do Tennessee afirmou que todos os procedimentos previstos no protocolo legal de execução foram seguidos. O órgão declarou que a substância utilizada no protocolo havia sido considerada eficaz em execuções anteriores e que as regras estaduais não permitiam procedimentos adicionais além dos que foram realizados naquela noite.

Governador suspende novas execuções

Após a tentativa malsucedida, o governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou a suspensão da execução que estava prevista para ocorrer ainda neste ano. Ele também determinou uma revisão independente para investigar o que aconteceu durante o procedimento realizado com Pike.

O caso de Pike seria histórico para o Tennessee porque a última execução de uma mulher no estado ocorreu em 1820. Ela era a única mulher no corredor da morte do Tennessee e estava condenada pela morte de Colleen Slemmer, ocorrida em 1995. Pike tinha 18 anos quando cometeu o crime.

Pike foi condenada à morte em 1996. Segundo registros judiciais, ela e outras duas pessoas participaram do assassinato de Slemmer, de 19 anos, que era colega de Pike em um centro de treinamento profissional em Knoxville. O então namorado de Pike, Tadaryl Shipp, também foi condenado pelo crime e recebeu pena de prisão.

A defesa de Pike havia pedido que a pena de morte fosse convertida em prisão perpétua. Os advogados argumentaram que deveriam ser considerados fatores relacionados à idade dela no momento do crime, seu histórico de abusos durante a infância e problemas de saúde mental. O pedido de clemência apresentado ao governador foi rejeitado antes da execução.

A equipe jurídica também havia questionado previamente a segurança do método de execução, mencionando dificuldades relacionadas ao acesso às veias e outras condições médicas. Depois da tentativa interrompida, os advogados afirmaram que essas preocupações haviam se confirmado.

O caso ocorreu em um ano no qual o Tennessee já havia registrado outra tentativa malsucedida de execução. Em maio, a equipe responsável não conseguiu encontrar uma veia para administrar a injeção letal de Tony Barruthers, condenado por sequestrar e matar três pessoas em 1994. Ele permaneceu no corredor da morte e recebeu posteriormente um indulto de um ano.

Com a suspensão determinada por Bill Lee, o Tennessee interrompeu as execuções programadas para o restante de 2026 enquanto uma investigação independente analisa as circunstâncias da tentativa de execução de Christa Pike.

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