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Feminicídios cresceram em Minas Gerais entre 2024 e 2025, aponta Anuário da Segurança Pública

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Na contramão da redução das mortes violentas registradas em Minas Gerais, o número de feminicídios apresentou aumento na comparação entre 2024 e 2025, de acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2026, divulgado nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento mostra que o Brasil registrou, em 2025, o menor número de assassinatos dos últimos 13 anos, indicando uma tendência de queda nos índices de violência letal em âmbito nacional. Em Minas Gerais, essa redução também foi observada quando analisadas as mortes violentas intencionais, indicador que reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.
Segundo o anuário, o estado passou de 3.219 mortes violentas intencionais registradas em 2024 para 2.770 ocorrências em 2025, demonstrando uma diminuição significativa nesse tipo de crime. Apesar desse cenário positivo em relação aos índices gerais de violência, os dados relacionados aos feminicídios seguiram uma trajetória oposta.
Os registros de feminicídio aumentaram de 169 casos em 2024 para 177 em 2025. O crescimento, embora represente oito ocorrências a mais no período de um ano, reforça a preocupação com a violência praticada contra mulheres em razão de seu gênero. O levantamento também aponta que, ao longo da última década, o número de feminicídios em Minas Gerais acumulou alta de 32,08%.
No período de dez anos analisado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram contabilizados 1.585 casos de feminicídio em território mineiro. Os números evidenciam que, mesmo com a redução das mortes violentas em geral, esse tipo específico de crime continua sendo um desafio para a segurança pública e para o enfrentamento da violência contra a mulher.
A divulgação dos dados ocorreu na mesma semana em que Belo Horizonte registrou uma sequência de ocorrências envolvendo violência contra mulheres, casos que tiveram grande repercussão. Entre eles, estão dois feminicídios consumados: o de Stifanie Firmino Silva, de 35 anos, morta em seu apartamento no bairro Camargos, e o de Michelle Leão Azevedo, de 41 anos, encontrada morta com sinais de agressões.
Também foi registrada uma tentativa de feminicídio no bairro Jonas Veiga. No caso, uma mulher de 31 anos sobreviveu após ser espancada e arremessada de uma sacada. Outro episódio envolveu a agressão a uma idosa de 64 anos, no bairro Serra. Até a divulgação das informações, o suspeito desse crime permanecia foragido.
Os dados apresentados pelo Anuário Brasileiro da Segurança Pública reforçam o contraste entre a redução dos índices gerais de mortes violentas e o crescimento dos feminicídios em Minas Gerais, evidenciando que a violência contra a mulher permanece como um dos principais desafios enfrentados pelo estado.

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Gazeta de Varginha

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