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Flávio Bolsonaro encontra Jim Caviezel, ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme "Dark Horse", nos EUA

há 3 minutos
3 min de leitura
Reprodução X / @BolsonaroSP
Reprodução X / @BolsonaroSP



O senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontrou o ator norte-americano Jim Caviezel na quinta-feira (5), durante um evento da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizado em Mar-a-Lago, na Flórida, nos Estados Unidos. O artista foi escolhido para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia "Dark Horse", produção que retrata a trajetória política do brasileiro.

O encontro aconteceu na propriedade do presidente norte-americano Donald Trump, onde lideranças conservadoras dos Estados Unidos e de outros países participavam da programação da conferência. Tanto Flávio quanto Caviezel estavam entre os participantes do evento.

O momento foi registrado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador, que publicou o vídeo nas redes sociais. Na legenda, Eduardo escreveu: "Agora no Mar-a-Lago Flávio Bolsonaro, em liberdade, se encontra com o ator Jim Caviezel".

A reunião ocorreu pouco mais de uma semana depois de Flávio deixar o Brasil, em 27 de outubro, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Desde então, o senador passou a participar de atividades e encontros com representantes do movimento conservador norte-americano.

Flávio discursa na conferência e afirma que "ainda não foi o fim"

Além do encontro com Caviezel, Flávio participou de um discurso durante a CPAC, no qual comentou os resultados das eleições brasileira e norte-americana. O senador afirmou que acredita que ainda existem possibilidades para o futuro político do Brasil e dos Estados Unidos, apesar das derrotas eleitorais enfrentadas por seus aliados.

Ao lado de Matt Schlapp, organizador do evento, o parlamentar declarou que os apoiadores não deveriam considerar encerrada a trajetória do movimento conservador.

"Grandes coisas estão por vir e eu sei que não foi o fim para o Brasil, e eu sei que não foi o fim para a América. Do que eu tenho a falar para os meus irmãos brasileiros é que ainda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer", afirmou.

A declaração também fez referência ao resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nas quais o Partido Republicano, ligado a Trump, sofreu um revés e perdeu a maioria nas duas Casas do Congresso norte-americano.

A participação de Flávio na conferência aconteceu em um momento de aproximação com lideranças conservadoras internacionais, especialmente integrantes do movimento político associado ao presidente Donald Trump.

Quem é Jim Caviezel, ator que interpretará Jair Bolsonaro

Jim Patrick Caviezel, de 57 anos, é um ator norte-americano que ganhou reconhecimento internacional ao interpretar Jesus Cristo no filme "A Paixão de Cristo", lançado em 2004.

Ao longo da carreira, também participou de produções como "Além da Linha Vermelha" (1998), "Alta Frequência" (2000), "O Conde de Monte Cristo" (2002) e "Som da Liberdade" (2023).

Em "Dark Horse", Caviezel assume o papel de Jair Bolsonaro em uma produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente brasileiro. O longa ainda não havia sido lançado na ocasião do encontro.

O projeto também conta com a participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP), associado à produção da obra. A produção ganhou repercussão não apenas pela escolha do ator, mas também pelas controvérsias envolvendo a captação dos recursos utilizados para financiar o filme.

Financiamento de "Dark Horse" é investigado pela Polícia Federal

A produção cinematográfica está no centro de uma investigação da Polícia Federal que apura negociações financeiras envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master.

Segundo as informações reunidas na investigação, o senador teria negociado diretamente com Vorcaro um aporte de R$ 134 milhões para financiar o filme. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados.

A Polícia Federal apura se os recursos foram destinados integralmente à produção cinematográfica ou se tiveram outra finalidade. Entre as suspeitas investigadas estão possíveis práticas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

O dinheiro teria sido direcionado ao fundo de investimentos norte-americano Heavengate Development Fund, relacionado à estrutura financeira utilizada para viabilizar o projeto.

Eduardo Bolsonaro também aparece nas apurações em razão de sua participação na estruturação financeira da operação e da possibilidade de ter sido beneficiário de parte dos recursos.

As investigações procuram esclarecer a origem, a movimentação e a destinação do dinheiro envolvido no financiamento de "Dark Horse". Até o momento, as suspeitas são objeto de apuração e não representam uma condenação dos envolvidos.

A escolha de Jim Caviezel para interpretar Jair Bolsonaro e o encontro com Flávio na conferência conservadora colocaram novamente o filme em evidência, especialmente porque a produção reúne interesses políticos, conexões internacionais e uma investigação sobre sua estrutura de financiamento.

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