Forças do governo do Iêmen repelem ataque dos Houthis a rota estratégica no sul do país; estrada liga Áden a Taiz
há 2 horas
2 min de leitura
Reprodução
Forças leais ao governo reconhecido internacionalmente do Iêmen conseguiram repelir ataques lançados pelo grupo Houthi contra uma estrada de importância vital no sul do país. Os combates aconteceram durante a madrugada desta quinta-feira, dia 24 de setembro, na região de Hejat al-Abd, uma passagem entre montanhas que conecta a cidade portuária de Áden — onde funciona a sede do governo — a Taiz, terceira maior cidade do Iêmen. A via é também o principal caminho para transporte de mercadorias e abastecimento de áreas rurais e serve como rota de saída para população civil, já que não há voos comerciais partindo de regiões sob domínio dos Houthis.
O avanço do grupo nas últimas semanas foi rápido e amplo. Os Houthis conquistaram o porto de Mocha, tomaram toda a costa do Mar Vermelho e assumiram o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, passagem marítima por onde circula aproximadamente 7% do petróleo comercializado no mundo. A estrada em disputa é considerada peça-chave: se dominada completamente, permitiria apertar o cerco sobre Taiz e isolar ainda mais regiões governistas. O governo tem tido dificuldades para recuperar terreno desde que perdeu a faixa litorânea.
A retomada dos combates marca o fim de um período de relativa estabilidade que vinha desde uma trégua firmada em 2022. O conflito já dura mais de dez anos: os Houthis tomaram a capital Sanaa em 2014, e no ano seguinte iniciou-se a intervenção militar liderada pela Arábia Saudita em apoio ao governo. A escalada mais recente está ligada à guerra entre Irã e Israel, que alterou o cenário regional. Segundo dados da ONU, mais de 700 pessoas morreram nos confrontos das últimas semanas, cerca de 130 mil foram obrigadas a deixar suas casas e mais de 3 mil cruzaram o mar em direção à África em fuga.
Comentários