Fraude no seguro-defeso pode chegar a R$ 10 bilhões, e PF bloqueia R$ 400 milhões de investigados
há 7 horas
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FotoDivulgação/A Polícia Federal investiga um suposto esquema de fraude no seguro-defeso. A operação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no Maranhão e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na quarta-feira (28), a Operação Indefeso para investigar uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar o pagamento do seguro-defeso. Segundo a corporação, o esquema poderia causar prejuízos de até R$ 10 bilhões aos cofres públicos em cinco anos.
A operação teve como principal alvo o Maranhão e mobilizou cerca de 160 agentes, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do estado. Durante as diligências, os policiais apreenderam documentos, armas, celulares e veículos.
A Justiça também determinou o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de envolvimento nas irregularidades, além do bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores dos investigados. Outras 17 medidas cautelares alternativas à prisão foram estabelecidas.
De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam documentos adulterados e inseriam informações falsas em sistemas governamentais para obter o benefício de maneira irregular. As investigações buscam identificar todos os envolvidos, entre servidores públicos e particulares, e esclarecer a participação de cada um no esquema.
O seguro-defeso é um benefício destinado aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida por lei para permitir a reprodução das espécies. Nesse intervalo, os trabalhadores que atendem aos requisitos legais recebem mensalmente o equivalente a um salário mínimo.
Dados do Ministério do Trabalho apontam que os pagamentos do seguro-defeso somaram R$ 3,13 bilhões entre janeiro e maio de 2026, período em que aproximadamente 745 mil pescadores receberam o auxílio.
A investigação pretende identificar possíveis fraudes na concessão do benefício e evitar que recursos públicos sejam destinados a pessoas que não atendem aos critérios exigidos, preservando o auxílio para os pescadores artesanais que têm direito ao pagamento.
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