Governo barra entrada de autoridades dos EUA em meio à polêmica sobre urnas eletrônicas
26 de jul.
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Divulgação/O governo brasileiro negou os vistos de entrada a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam se reunir com autoridades eleitorais para discutir temas ligados às eleições de outubro. A decisão foi tomada após o Executivo considerar que a visita poderia representar interferência política no processo eleitoral. Confira os detalhes.
Brasil nega vistos a representantes dos EUA após pedido para discutir eleições e urnas eletrônicas.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou neste sábado (25) que o governo brasileiro negou a concessão de vistos de entrada a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A decisão envolve o subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.
Os vistos foram indeferidos na sexta-feira (24), após o governo brasileiro tomar conhecimento da intenção dos diplomatas de visitar o país para se reunir com autoridades eleitorais e discutir temas relacionados à liberdade de expressão durante o período eleitoral.
De acordo com o Itamaraty, a decisão foi motivada pela avaliação de que a visita poderia ser interpretada como uma instrumentalização política em um momento sensível para o processo eleitoral brasileiro.
Contexto da decisão
Segundo o governo, o pedido de vistos ocorreu logo após um encontro entre políticos brasileiros e representantes diplomáticos estrangeiros, no qual foram levantados questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.
Para o Executivo, a sequência dos acontecimentos levantou preocupações sobre uma possível interferência externa em assuntos considerados de competência exclusiva das instituições brasileiras.
Debate sobre as urnas eletrônicas
A discussão voltou ao centro do debate após declarações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou, durante um evento realizado em Brasília, que as urnas eletrônicas brasileiras seriam produzidas pela empresa venezuelana Smartmatic.
Dias depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a informação, esclarecendo que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem softwares utilizados no sistema eleitoral brasileiro.
Segundo o tribunal, os equipamentos foram desenvolvidos por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados sob supervisão direta do TSE por empresas contratadas por meio de licitações públicas, seguindo normas de segurança e transparência.
Posicionamento do governo
Com a negativa dos vistos, o governo brasileiro afirmou buscar preservar a soberania nacional e evitar qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como interferência externa no processo eleitoral do país.
A decisão ocorre em meio ao aumento das discussões sobre a segurança das urnas eletrônicas e a atuação das instituições responsáveis pela organização das eleições brasileiras.
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