Governo dos Estados Unidos destina US$ 1 milhão a entidades brasileiras que criticam atuação do STF; recurso faz parte de pacote global de US$ 175 milhões
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O governo dos Estados Unidos direcionou US$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões, a um projeto voltado a organizações brasileiras que se opõem a decisões e medidas do Supremo Tribunal Federal. O recurso tem como finalidade declarada apoiar iniciativas contra o que considera abuso de poder judicial e censura no país. O valor integra um pacote maior de US$ 175 milhões do fundo principal de direitos humanos do Departamento de Estado, que atua em diversas regiões do mundo com iniciativas ligadas a liberdade e fortalecimento institucional.
A medida ocorre num contexto de tensão diplomática. No ano anterior, em julho, o governo norte-americano havia aplicado sanção ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, em razão de sua atuação em processos judiciais de grande repercussão. A punição foi revogada em dezembro. Agora, o repasse de recursos a grupos que criticam a Corte suprema reacende a polêmica sobre influência externa em questões internas do Brasil.
O presidente da República expressou preocupação com a possibilidade de interferência nas eleições brasileiras. Mencionou especialmente a atuação do secretário de Estado Marco Rubio, a quem classificou como próximo a lideranças de oposição. Apontou também o uso de ferramentas digitais como um dos pontos de atenção. O tema divide opiniões: enquanto uns veem apoio à liberdade, outros enxergam ingerência em assuntos nacionais. A expectativa agora é por esclarecimentos oficiais sobre a destinação exata dos recursos e a natureza das entidades beneficiadas.
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