top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Grupo investigado planejava ataques com explosivos contra o Palácio do Planalto e debate do 2º turno

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução


Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou grupos que planejavam, pela internet, ataques contra políticos e prédios públicos em Brasília. Entre os alvos discutidos estava o Palácio do Planalto, além do edifício onde seria realizado o debate entre os candidatos eleitos para o segundo turno. As conversas ocorriam em dois grupos do Telegram, formados por homens que, segundo a investigação, nunca haviam se encontrado pessoalmente.

Os grupos eram monitorados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nas conversas, os integrantes discutiam a fabricação de explosivos, compartilhavam materiais relacionados à produção de artefatos e disseminavam discursos de ódio e incentivo à violência. Uma das mensagens defendia que os participantes listassem os principais alvos para aumentar as chances de sucesso de uma suposta “revolução”.

Um dos grupos utilizava uma imagem de Adolf Hitler como foto de perfil e reunia mais de 600 integrantes. Pessoas consideradas mais radicalizadas eram direcionadas a um grupo restrito, com 46 participantes, no qual, de acordo com a investigação, as conversas avançavam para instruções sobre possíveis ataques. Os integrantes também discutiam quantidades de explosivos e custos para executar as ações.

O Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, analisou o conteúdo compartilhado e apontou planejamento de atos violentos com uso de explosivos, além da disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os administradores dos grupos também buscavam identificar integrantes dispostos a matar.

As conversas monitoradas indicavam que o principal objetivo era invadir e explodir prédios públicos, com atenção especial ao Palácio do Planalto. Os investigadores também encontraram mapas dos ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. De acordo com o delegado Coelho, os integrantes chegaram a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto, indicando possíveis caminhos de entrada e saída.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que as condutas identificadas não eram práticas inocentes e classificou o conteúdo como relacionado a atentados sérios. Ele também destacou que comportamentos extremistas não devem ser minimizados ou normalizados.

Segundo o Ciberlab, apenas em 2026 foram produzidos 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio. Os investigadores afirmam que os responsáveis pelos perfis anônimos são frequentemente identificados a partir do trabalho de monitoramento realizado pelo laboratório.

Na terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os investigados devem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. Computadores e celulares apreendidos durante a operação ainda são analisados. Para o delegado responsável pela investigação, havia possibilidade de que o plano fosse levado adiante, razão pela qual a polícia decidiu agir antes.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page