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Homem solta pit bulls contra policiais, foge em viatura e furta carro da Saúde durante operação em MG

há 2 horas
2 min de leitura
Foto: MPMG/Divulgação
Foto: MPMG/Divulgação


Um homem alvo da Operação Déjà Vú, que investiga uma organização suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro, conseguiu fugir durante o cumprimento de um mandado em um sítio localizado entre Juiz de Fora e Piau, na Zona da Mata de Minas Gerais, nesta quarta-feira (23).

Segundo a Polícia Militar, o suspeito soltou cães da raça pit bull contra os policiais que participavam da ação. Enquanto os militares eram atacados pelos animais, ele aproveitou a situação para escapar pelos fundos do imóvel.

Na sequência, o homem entrou em uma viatura da Polícia Militar e utilizou o veículo para continuar a fuga. A viatura foi encontrada abandonada poucos minutos depois.

De acordo com a PM, o suspeito então furtou um carro pertencente à Secretaria Municipal de Saúde para tentar prosseguir com a fuga. O segundo veículo também acabou sendo localizado posteriormente. Até a divulgação das informações, o homem permanecia foragido.

O comandante da Polícia Militar, coronel Lúcio Ferreira da Silva Neto, afirmou que os policiais foram atacados pelos cães e que o suspeito aproveitou o momento de confusão para escapar.

A fuga aconteceu durante uma operação de grande porte contra uma organização investigada por tráfico de drogas em diferentes estados. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão, além de 30 mandados de busca e apreensão e 26 ordens judiciais de sequestro e bloqueio de bens. As medidas foram executadas em Juiz de Fora, Barbacena, Piau e Belo Horizonte.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 70 milhões com o tráfico de drogas nos últimos 18 meses. As investigações apontam que Juiz de Fora funcionava como um dos principais pontos para recebimento, armazenamento e distribuição dos entorpecentes.

Além das prisões determinadas pela Justiça, três pessoas foram presas em flagrante durante a operação.

As equipes também apreenderam veículos, uma arma de fogo e grandes quantidades de drogas. No decorrer das diligências, foram encontrados um laboratório utilizado para o refino de entorpecentes e um abrigo subterrâneo fortificado, que seria utilizado como depósito.

De acordo com as investigações, a organização buscava drogas no interior de São Paulo, no Paraná e na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os entorpecentes eram levados para Juiz de Fora e, a partir da cidade, distribuídos para comunidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, além de abastecer parte do mercado da Zona da Mata.

A apuração também aponta que integrantes da organização utilizavam documentos com identidades falsas para dificultar a identificação pelas autoridades.

Durante a operação, foram apreendidos 195 quilos de pasta base de cocaína e 476 quilos de maconha, segundo informações divulgadas pelo MPMG. A estimativa apresentada pelas autoridades é de que o conjunto de drogas apreendido tenha valor aproximado de R$ 7 milhões.

As investigações também apontam suspeitas de lavagem dos valores obtidos com o tráfico. Segundo o Ministério Público, parte do dinheiro teria sido utilizada na aquisição de veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, além da movimentação por meio de empresas e atividades comerciais aparentemente legais.

A Operação Déjà Vú é resultado de um trabalho conjunto entre órgãos de inteligência do Ministério Público de Minas Gerais e da Polícia Rodoviária Federal, que identificaram a atuação interestadual do grupo investigado.

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