A liderança do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) instruiu agentes em todo o país a aumentar em mil o número diário de detenções, retomando a meta de três mil prisões por dia — número que a agência já havia tido dificuldades de cumprir anteriormente. Até então, a média era de cerca de duas mil detenções diárias. A diretiva foi transmitida nesta terça-feira (7) e também estabeleceu o objetivo de dezenove mil prisões por semana, levando em conta a menor atividade nos fins de semana. O governo nega oficialmente que haja cotas, classificando os números como metas a serem perseguidas sem punição por eventual descumprimento.
A pressão sobre a agência intensifica-se às vésperas das eleições de meio de mandato. Em agosto, foram detidas aproximadamente 51 mil pessoas — novo recorde mensal, superando os mais de 46 mil registrados em julho. O ICE também solicitou contratos para construção de estruturas temporárias de detenção e processamento, citando ritmo operacional excepcionalmente elevado. Paralelamente, foram definidas regras mais rigorosas para abordagens em veículos, exigindo treinamento concluído e equipamento adequado, após casos controversos que resultaram em tiroteios.
A política divide opiniões. A deputada republicana da Flórida Maria Elvira Salazar rompeu publicamente com o governo em defesa de eleitores hispânicos. O setor agrícola, tradicionalmente aliado dos republicanos, também manifestou preocupação com impacto das operações sobre a mão de obra. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, sustenta que a agência atua dentro da lei e que todos em situação irregular estão sujeitos à detenção, independentemente do tempo de residência no país.
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