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Imagem de satélite revela estrutura do supertufão Bavi no Oceano Pacífico

  • 9 de jul.
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Uma imagem de satélite divulgada pela NASA mostra a impressionante estrutura do supertufão Bavi, que cruzou as Ilhas Marianas do Norte e Guam, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico Norte. O registro foi feito pelo instrumento VIIRS (Visible Infrared Imaging Radiometer Suite), instalado no satélite NOAA-20, e destaca com nitidez o olho do fenômeno.
Segundo a NASA, a imagem foi capturada por volta das 15h30 UTC do dia 5 de julho, quando a luz da Lua, na fase minguante gibosa, iluminava o lado oeste da parede do olho do tufão. Poucas horas depois, o centro do sistema passou sobre a ilha de Rota, ao norte de Guam.
O Bavi atingiu intensidade máxima ao se aproximar da região, com ventos de até 290 km/h, além de provocar chuvas intensas e fortes ondas de tempestade. O fenômeno tornou-se um supertufão ainda no início de julho, favorecido pelas altas temperaturas da superfície do mar, em torno de 30 °C.
De acordo com a NASA, o Bavi foi o terceiro ciclone tropical de categoria 5 registrado em 2026 na escala Saffir-Simpson. A passagem do sistema causou danos significativos em Guam, Rota e Saipan, derrubando postes e linhas de energia, inundando estradas, espalhando destroços e provocando danos a edifícios. Equipes da Guarda Costeira dos Estados Unidos também atuaram na remoção de obstáculos para permitir a reabertura dos portos quando as condições marítimas melhoraram.
O meteorologista Jeff Masters, em artigo citado pela NASA, afirmou que tempestades como o Bavi são esperadas durante períodos de forte El Niño. Segundo ele, nesses anos os tufões tendem a se formar mais a leste do Pacífico, permanecendo por mais tempo sobre águas quentes, o que favorece sua intensificação antes de seguirem em direção à Ásia.
Na quarta-feira (8), o Bavi continuava avançando pelo Mar das Filipinas com ventos máximos de cerca de 250 km/h. As previsões indicam que o sistema deve se curvar para noroeste, seguindo em direção a Taiwan, às Ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e à China continental, enfraquecendo gradualmente nos próximos dias.

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Gazeta de Varginha

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