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Imprensa internacional repercute sessão do STF sobre casos envolvendo Moraes e Mendonça

16 de set.
2 min de leitura
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15), marcada por divergências entre ministros durante a análise de processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, repercutiu em veículos de imprensa internacionais. Jornais e emissoras estrangeiras destacaram o clima de tensão na Corte e relacionaram o episódio ao cenário político brasileiro às vésperas das eleições presidenciais.

A reunião extraordinária analisou uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. O debate envolve o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, além do procedimento relacionado a Mendonça.

Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes votaram pela análise conjunta dos casos envolvendo Moraes e Mendonça. A posição divergiu da adotada pelo presidente do STF, Edson Fachin, além de André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, que defenderam que os dois processos fossem examinados separadamente.

Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli não participaram da votação da questão. Marques declarou-se impedido, enquanto Toffoli informou suspeição por motivo de foro íntimo. Em seguida, Flávio Dino pediu vista, suspendendo a sessão quando o placar parcial estava em 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados. A questão, portanto, não teve uma decisão definitiva naquele momento.

Repercussão no exterior

O jornal britânico The Guardian descreveu o episódio como uma “feroz disputa” entre ministros do Supremo e destacou que o confronto ocorre em um período próximo à eleição presidencial brasileira. A publicação também apresentou perfis de Moraes e Mendonça e tratou a sessão como parte de um momento de tensão dentro da mais alta Corte do país.

Nos Estados Unidos, a ABC News classificou a situação do STF como uma “crise sem precedentes”. A emissora destacou as divergências entre os ministros e mencionou suspeitas e acusações relacionadas à atuação da Corte, além de apontar que o episódio ocorre antes das eleições brasileiras. Essas caracterizações pertencem à cobertura da emissora e não constituem uma conclusão independente sobre o funcionamento do tribunal.

O Washington Post também classificou o momento como uma crise na mais alta Corte brasileira. A publicação deu destaque ao adiamento da decisão envolvendo Moraes e à divisão entre os ministros, além de relacionar a disputa ao ambiente político polarizado do Brasil.

Na Espanha, o El País destacou a expectativa em torno da sessão e o adiamento provocado pelo pedido de vista de Dino. O jornal afirmou que o episódio ocorre em um momento incomum da história do tribunal e chamou atenção para a divisão entre os integrantes da Corte.

Já o argentino Clarín, que publicou sua reportagem após o encerramento da sessão, destacou as discussões entre os ministros e os momentos de tensão registrados durante o julgamento. O jornal ressaltou que a sessão terminou sem uma decisão imediata sobre a questão analisada.

A repercussão internacional ocorreu após uma sessão em que os ministros expuseram publicamente posições divergentes sobre a condução dos casos de Moraes e Mendonça. Com o pedido de vista de Flávio Dino, a discussão foi interrompida sem uma decisão definitiva sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes.

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