InfoGripe aponta queda dos casos de síndrome respiratória grave, mas alerta para vírus sincicial em Minas Gerais
21 de jul.
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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em queda no Brasil, mas o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças pequenas, ainda preocupa em diversos estados, entre eles Minas Gerais. O alerta faz parte da nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16), com dados referentes à Semana Epidemiológica 27 (5 a 11 de julho).
Segundo o levantamento, a redução das internações por SRAG em crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição dos casos relacionados ao VSR em boa parte do país. Apesar disso, o número de infecções graves causadas pelo vírus permanece elevado em vários estados, exigindo atenção das autoridades de saúde.
Entre adolescentes, adultos e idosos, a queda nas hospitalizações está associada principalmente à redução dos casos provocados pela influenza A. Já entre crianças de 5 a 14 anos, a melhora é atribuída à diminuição das infecções graves causadas pelo rinovírus.
Minas Gerais segue em alerta
Mesmo com a tendência nacional de redução, Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros que apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo. Também integram essa lista Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O boletim destaca ainda que os casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório continuam crescendo na Região Sul e em Minas Gerais, embora em outras regiões do país já existam sinais de estabilização ou queda.
Além disso, Minas também permanece com número elevado de casos graves de influenza A e apresenta crescimento dos casos relacionados à influenza B.
Crianças e idosos são os mais vulneráveis
De acordo com os pesquisadores, a SRAG continua afetando principalmente crianças de até 2 anos de idade, grupo em que o vírus sincicial respiratório é o principal responsável pelas internações.
Já a mortalidade permanece mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais, especialmente em decorrência da influenza A.
Especialistas reforçam medidas de prevenção
Diante do cenário, os especialistas recomendam a manutenção de medidas simples de prevenção para reduzir a circulação dos vírus respiratórios, como:
Lavar as mãos frequentemente;
Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
Permanecer em casa quando apresentar sintomas gripais;
Utilizar máscara caso seja necessário sair durante o período de doença;
Manter a vacinação em dia, especialmente para os grupos prioritários.
Mais de 115 mil casos registrados em 2026
Desde o início de 2026, o Brasil já registrou 115.203 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Entre os casos com confirmação laboratorial para vírus respiratórios, a distribuição é a seguinte:
40,2% – Vírus sincicial respiratório (VSR);
30,2% – Rinovírus;
20,8% – Influenza A;
4,5% – Influenza B;
4,5% – Covid-19 (Sars-CoV-2).





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