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Integrante da Máfia Azul é condenado a 67 anos de prisão por morte de torcedor e seis tentativas de homicídio em BH

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Integrante da Máfia Azul é condenado a 67 anos de prisão por morte de torcedor e seis tentativas de homicídio em BH
Divulgação/Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG/Samuel Paixão de Souza foi condenado a 67 anos de prisão por participação em emboscada contra ônibus de torcida rival ocorrida no Barreiro, em Belo Horizonte.
Um integrante da torcida organizada Máfia Azul foi condenado a 67 anos de prisão pela morte de um torcedor rival e por seis tentativas de homicídio ocorridas em novembro de 2021, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. O julgamento de Samuel Paixão de Souza foi realizado nessa quarta-feira (12), pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte.

Samuel é o quarto réu condenado no processo que investiga uma emboscada contra um ônibus que transportava integrantes de uma torcida organizada do Atlético-MG.

A sentença determinou o cumprimento da pena em regime fechado. Como o réu não compareceu ao julgamento, a juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva também expediu mandado de prisão contra ele.

Condenação
Samuel Paixão de Souza foi condenado por um homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também respondeu por uma tentativa de homicídio com as mesmas qualificadoras e por outras cinco tentativas de homicídio por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Durante o julgamento, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustentou os termos da denúncia e pediu a condenação do acusado.

A defesa, por outro lado, solicitou a desclassificação dos crimes sob o argumento de ausência de intenção de matar. De forma alternativa, alegou desistência voluntária e pediu a retirada das qualificadoras relacionadas às tentativas de homicídio.

Emboscada aconteceu em 2021
O ataque ocorreu em 28 de novembro de 2021, na região do Barreiro. Segundo a denúncia, integrantes da Máfia Azul utilizaram bombas, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira para atacar o ônibus que transportava integrantes de uma torcida organizada do Atlético-MG.

Ao menos nove pessoas ficaram feridas. Um jovem que sofreu ferimentos graves morreu dois dias depois.

Outros três réus já foram condenados
Em julho de 2026, outros três acusados foram julgados novamente pelo Tribunal do Júri e condenados pela participação no caso.

Riquelme Enderson Ribeiro da Silva recebeu pena de 48 anos e seis meses de prisão; Luiz Gustavo da Silva Veloso foi condenado a 24 anos; e Pedro Henrique Coimbra Braga recebeu pena de 20 anos.

Os três já haviam sido submetidos anteriormente ao Tribunal do Júri, mas os julgamentos foram anulados pelo TJMG após o reconhecimento de irregularidades processuais.
Fonte: TJMG

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Gazeta de Varginha

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