Jornalista ucraniano relata torturas após passar mais de dois anos como prisioneiro de guerra
23 de jul.
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O jornalista e ativista ucraniano Maksym Butkevych revelou detalhes do período em que passou mais de dois anos como prisioneiro de guerra em uma penitenciária controlada pela Rússia. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou ter sido submetido a maus-tratos e relatou que enfrentou condições extremamente difíceis durante o período de detenção.
Butkevych foi capturado em 2022 enquanto atuava nas Forças Armadas da Ucrânia e permaneceu preso até ser libertado em uma troca de prisioneiros realizada em 2024. Segundo seu relato, os detentos viviam sob constantes abusos físicos e psicológicos, além de sofrerem com alimentação insuficiente, falta de atendimento médico adequado e longos períodos de isolamento.
Após recuperar a liberdade, o jornalista voltou a atuar na defesa dos direitos humanos e tem compartilhado sua experiência para chamar atenção da comunidade internacional sobre a situação dos prisioneiros de guerra. Ele afirma que seu objetivo é dar visibilidade aos relatos de pessoas que continuam detidas e incentivar investigações sobre possíveis violações do direito internacional humanitário.
As alegações fazem parte de um conjunto de denúncias que vêm sendo apresentadas por ex-prisioneiros e organizações de direitos humanos desde o início da guerra. Autoridades russas têm contestado acusações semelhantes em outras ocasiões.
A guerra entre Rússia e Ucrânia segue em andamento, enquanto organismos internacionais continuam acompanhando denúncias de possíveis violações dos direitos humanos e do tratamento dispensado a prisioneiros de guerra.
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