Justiça dos EUA defende proibição de repórteres na Casa Branca; redes de comunicação recorrem à Justiça
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou argumentos em defesa da decisão de impedir a entrada de repórteres de três veículos de comunicação na Casa Branca. Segundo o governo, reportagens veiculadas sobre a guerra no Irã e sobre a construção de um novo salão de festas poderiam colocar em risco a segurança nacional. Os advogados do governo afirmam que o acesso ao complexo presidencial é um privilégio e não um direito, mesmo com as garantias previstas na legislação do país sobre liberdade de expressão. O argumento inclui a possibilidade de o presidente controlar áreas restritas da residência oficial, podendo restringir a entrada de pessoas com base em critérios de segurança.
Os três veículos de comunicação recorreram à Justiça federal pedindo o restabelecimento imediato de suas credenciais e acesso. Eles alegam que não receberam nenhuma advertência por escrito antes da medida e que não tiveram oportunidade de contestar a decisão, o que feriria garantias fundamentais. O juiz responsável pelo caso já determinou em outras ocasiões o retorno de repórteres impedidos de entrar na Casa Branca, criando precedentes em favor da liberdade de imprensa. Em sinal de apoio, diversas outras emissoras e organizações jornalísticas suspenderam temporariamente a cobertura ao vivo de atividades do presidente.
Cartas oficiais foram enviadas aos veículos explicando os motivos da proibição. Em um dos casos, citou-se a publicação de informações sobre uma suposta construção subterrânea e detalhes sobre operações militares no Oriente Médio. As organizações foram convocadas a apresentar manifestações escritas até a sexta-feira, dia 25 de setembro, para se defenderem das acusações. O caso é considerado um dos mais importantes testes de liberdade de imprensa dos últimos anos no país.
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