Mais de 400 escolas são fechadas na França em meio a protestos estudantis; bloqueios ocorrem em várias cidades; governo distingue reivindicações legítimas de atos de violência
há 5 horas
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Reprodução/ IA
Mais de 400 estabelecimentos de ensino estão fechados na França nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, em razão de manifestações organizadas por estudantes do ensino médio. Os bloqueios às entradas de colégios acontecem em diversas regiões do país, com concentração na região da capital e em cidades do interior. O governo confirma o número e alerta que a situação pode se estender, mantendo medidas de segurança pelo tempo que for necessário.
Os jovens reivindicam condições iguais de ensino para todas as escolas, independentemente da localização. Criticam a diferença de investimentos entre instituições próximas a Paris e aquelas situadas em periferias e regiões afastadas. Em cartazes e declarações, também rejeitam a presença ostensiva de forças de segurança nas proximidades dos estabelecimentos, dizendo que querem ser ouvidos e não reprimidos. Uma das frases mais repetidas resume o sentimento: pedem o diploma de conclusão do ensino médio, não a ação de unidades policiais.
A porta-voz do governo reconhece que existem reivindicações legítimas, mas faz distinção clara entre manifestações pacíficas e episódios de violência registrados em alguns locais. Atacar agentes de segurança, bombeiros e funcionários públicos não é protesto, é delinquência, segundo a representante oficial. Ela reforça que a prioridade do Estado é restabelecer a ordem e garantir o funcionamento regular das escolas, sem deixar de considerar as demandas justas apresentadas pelos estudantes.
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