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Mais de 62% dos brasileiros no exterior não votaram no primeiro turno; Lula lidera com 47,6% dos votos válidos; Flávio Bolsonaro vem em segundo; abstenção nos EUA chega a 71,5%

há 58 minutos
1 min de leitura

Reprodução/ IA
Reprodução/ IA
Dos quase 917 mil brasileiros registrados para votar no exterior, apenas 341 mil compareceram às urnas no primeiro turno — o equivalente a 37,3% do total. Mais de 574 mil pessoas não votaram, o que representa 62,7% de abstenção. O eleitorado no exterior corresponde a pouco mais de 0,5% do total nacional e vota exclusivamente para presidente, com seções espalhadas por 186 cidades do mundo. Os Estados Unidos reúnem o maior grupo, com 28,9% dos eleitores, seguidos por Portugal, com 14,7%, e pelo Japão, com 9,6%.

Nos votos válidos, o atual presidente obteve 47,6% dos sufrágios, com cerca de 157 mil votos. O segundo colocado registrou 43,5%, aproximadamente 144 mil votos. Os demais candidatos não ultrapassaram 3% dos votos cada. Nos Estados Unidos, a abstenção foi ainda maior: 71,5% dos eleitores cadastrados não compareceram, índice superior ao registrado na eleição anterior. O temor de brasileiros em situação irregular em relação a ações de fiscalização migratória foi apontado como um dos fatores que influenciaram a ausência.

Em cidades como Nova York, a taxa de abstenção subiu 14 pontos percentuais em relação à eleição anterior, alcançando quase 74%. A mudança de local de votação para um bairro mais distante também dificultou a presença de eleitores. O voto no exterior é obrigatório para os brasileiros com título regularizado e domicílio eleitoral no exterior, nas mesmas regras vigentes no território nacional. Quem não tiver o título vinculado à zona eleitoral do exterior não pode votar, mesmo estando morando fora do país. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

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