Mais de 660 moradores vivem em áreas de risco para enchentes e deslizamentos em Passos
21 de jul.
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Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil identificou seis áreas de risco para inundações e deslizamentos em Passos, no Sul de Minas. O estudo apontou que 166 residências estão localizadas nesses locais, colocando mais de 660 moradores em situação de vulnerabilidade. O objetivo é subsidiar ações de prevenção de desastres.
Um dos pontos mapeados fica na Avenida da Moda, onde comerciantes enfrentam transtornos durante períodos de chuva intensa. O gerente de uma autoescola da região, Cléber Rodrigues Machado, afirmou que os alagamentos continuam causando prejuízos mesmo após adaptações feitas no imóvel.
Segundo ele, a água já invadiu o estabelecimento, atingiu veículos estacionados e causou danos mecânicos. Motos de alunos também foram derrubadas pela força da enxurrada, obrigando funcionários a retirarem rapidamente os veículos sempre que começa a chover.
A veterinária Patrícia, que mantém uma clínica na mesma avenida há 15 anos, também relatou que os alagamentos continuam prejudicando a região. Ela afirmou que as obras realizadas reduziram parte do problema, mas ainda não impediram que a água dificultasse o acesso de clientes ao local.
Além da Avenida da Moda, o levantamento identificou áreas de risco na Rua Cuiabá, no bairro Jardim Colégio; na Rua Paraguai, no bairro Canjeranos, onde uma residência foi interditada por risco de deslizamento e a família passou a receber aluguel social; e nas ruas Pará e Goiás, no bairro Bela Vista.
Os estudos foram realizados entre os dias 11 e 15 de maio de 2026. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o trabalho combinou análise de dados existentes com vistorias técnicas para identificar áreas suscetíveis a inundações e deslizamentos.
O geólogo Júlio César Lana explicou que o objetivo do levantamento é apoiar ações de prevenção de desastres. A engenheira ambiental Thatyane Daniel Barbosa destacou que, além do mapeamento, são necessárias obras de contenção em encostas, melhorias na drenagem e manutenção das galerias pluviais.
A Defesa Civil de Passos informou que já monitorava os locais apontados no estudo. O órgão destacou que uma bacia de contenção está em execução para minimizar os alagamentos e que as áreas com risco de deslizamento recebem acompanhamento constante, principalmente no período chuvoso.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Gilmas Neves de Oliveira, não há registro de risco iminente de desabamento nas áreas monitoradas. Ele acrescentou que a fiscalização também busca impedir novas construções em locais considerados de risco.
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