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Mansão de R$ 2 milhões no litoral paulista entra na mira de investigação sobre o PCC

21 de jul.
1 min de leitura

Reprodução
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Uma casa de luxo avaliada em cerca de R$ 2 milhões, localizada na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo, tornou-se alvo de uma investigação do Ministério Público que apura um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O imóvel aparece em documentos da investigação como parte de uma disputa entre integrantes do grupo investigado.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o conflito envolvendo a propriedade foi submetido ao chamado "tribunal do crime", mecanismo utilizado por integrantes da facção para resolver disputas internas fora do sistema judicial. Mensagens e áudios obtidos durante as investigações indicam que o caso foi discutido em um grupo de WhatsApp criado especificamente para tratar da negociação do imóvel.

A apuração faz parte de uma operação que resultou na decretação da prisão preventiva de 18 investigados, além do bloqueio de até R$ 10 milhões em contas e investimentos de cada um deles. A Justiça também autorizou a indisponibilidade de imóveis, veículos e outros bens supostamente relacionados ao esquema de lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam empresas, contas de terceiros e uma fintech para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. O grupo também é investigado por transformar dinheiro em espécie em transferências bancárias e por ocultar patrimônio obtido com atividades criminosas.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação de cada envolvido e identificar a origem dos recursos utilizados nas negociações. A decretação das prisões preventivas e das medidas patrimoniais não representa condenação, e os investigados terão direito à ampla defesa durante o processo.
Fonte: G1

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