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Margem Equatorial pode exigir US$ 36 bilhões em investimentos, estima Scotiabank

4 de set.
2 min de leitura


O desenvolvimento de uma nova fronteira de produção de petróleo na Margem Equatorial poderá exigir cerca de US$ 36 bilhões em investimentos, segundo estimativa do Scotiabank divulgada em relatório na quinta-feira (3). O banco calcula que os desembolsos anuais chegariam ao pico de aproximadamente US$ 4 bilhões em 2034.

A projeção considera especificamente a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas, uma das bacias que integram a Margem Equatorial. No cenário elaborado pelo Scotiabank, seriam instaladas cinco FPSOs, plataformas utilizadas para produzir, armazenar e transferir petróleo em alto-mar. Cada unidade teria capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia.

De acordo com o cenário-base, o primeiro projeto começaria a operar em 2033. Depois disso, uma nova plataforma entraria em funcionamento a cada ano, até 2037. Com as cinco unidades em operação, a produção de petróleo poderia alcançar aproximadamente 842 mil barris por dia em 2038. Considerando também o gás natural, o volume chegaria a cerca de 899 mil barris de óleo equivalente por dia.

Ao longo da vida útil dos projetos, o Scotiabank estima uma produção acumulada de aproximadamente 4,73 bilhões de barris de petróleo. Os investimentos, porém, não seriam realizados de uma só vez. A maior concentração de desembolsos ocorreria entre 2030 e 2038, com o valor anual atingindo o pico de US$ 4 bilhões em 2034.

O banco calcula ainda um custo de ciclo completo de aproximadamente US$ 6,9 bilhões por projeto. Desse total, cerca de 70% seriam destinados ao desenvolvimento inicial, enquanto 21% corresponderiam à manutenção e 9% ao descomissionamento das estruturas ao final de sua vida útil.

Entre os principais gastos previstos estão a contratação das plataformas FPSO, a perfuração de poços, a instalação de sistemas submarinos e os serviços de engenharia. Segundo o relatório, 39% do investimento inicial de cada projeto ocorreria mais de dois anos antes do primeiro óleo. Até o ano anterior ao começo da produção, 77% desse investimento inicial já teria sido realizado.

Dessa forma, no cenário em que a produção tenha início em 2033, decisões relacionadas a engenharia, compras e contratação de serviços precisariam ser tomadas com antecedência. A estimativa do Scotiabank, portanto, aponta para um programa de investimentos concentrado principalmente nos anos anteriores e durante a implantação dos cinco projetos previstos para a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas.

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