María Corina Machado pede eleições na Venezuela até julho de 2027 e defende transparência no petróleo
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A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, defendeu em entrevista ao jornal britânico Financial Times, publicada nesta sexta-feira (9), que a Venezuela realize eleições presidenciais até julho de 2027. Segundo ela, há "tempo mais do que suficiente" para organizar o processo eleitoral nesse prazo. Machado também cobrou transparência na gestão das receitas provenientes da venda de petróleo venezuelano, atualmente supervisionadas pelo governo dos Estados Unidos. "O governo dos Estados Unidos e o povo venezuelano concordam que a única maneira de tornar isso sustentável e uma vitória real é transformar a Venezuela em uma democracia estável", afirmou.
A opositora deixou a Venezuela em dezembro do ano passado para receber o prêmio em Oslo, na Noruega, mas não conseguiu chegar à cerimônia a tempo. Desde então, permanece fora do país e enfrenta proibição de entrada. Em 22 de setembro, chegou a tentar retornar por três rotas diferentes — por terra e por mar — mas foi impedida em todas as ocasiões, conforme informou seu assessor sênior David Smolansky. As tentativas ocorreram justamente quando a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, se reunia com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Nova York.
Machado passou a criticar publicamente o acordo anunciado entre Trump e Rodríguez para a exploração de petróleo venezuelano. Ela reconheceu a importância estratégica da parceria, mas questionou o fato de envolver um "regime ilegítimo". Segundo a líder opositora, o acordo precisa garantir investimentos sustentados, rentabilidade e segurança no longo prazo, em benefício de um país democrático e estável.
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