Mexicano é detido na Alemanha com 37 cobras venenosas e 55 lagartos escondidos na bagagem; homem disse que levava animais a pedido de brasileiro
há 21 minutos
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Agentes da alfândega do aeroporto de Colônia/Bonn, na Alemanha, apreenderam cerca de 90 répteis vivos escondidos na bagagem de um cidadão mexicano de 45 anos. O homem chamou a atenção dos funcionários por comportamento nervoso ao desembarcar, vindos da Cidade do México com escala em Istambul, na Turquia. Exames detectaram consumo de cocaína, mas, ao revistarem a mala, não encontraram drogas — e sim animais embalados em recipientes de plástico, frascos de cosméticos como xampu e creme, e até dentro de meias. Entre os espécimes estavam 37 cobras venenosas, incluindo víboras e cascavéis, além de 55 lagartos de diferentes espécies, entre eles iguanas-de-espinhos, salamandras e lagartos-sem-patas.
"Meus colegas no aeroporto estão acostumados a encontrar todo tipo de 'lembrança' de viagem nas malas, mas nunca tínhamos visto 37 cobras venenosas e 55 lagartos vindos do México", declarou Jens Ahland, porta-voz da alfândega alemã. Ele classificou a apreensão como a maior já registrada de animais vivos no local e destacou que várias espécies estão ameaçadas de extinção e sob rigorosa proteção internacional. O transporte inadequado provocou perdas: cerca de 30 animais não resistiram à longa viagem, na qual ficaram espremidos, sem alimento e sem condições adequadas de temperatura e umidade. Os sobreviventes foram entregues a veterinários e encaminhados a um serpentário próximo à cidade de Braunschweig.
Durante o interrogatório, o mexicano afirmou que pretendia passar férias na Alemanha e que levou os animais apenas para fazer um favor a um conhecido brasileiro. As autoridades, porém, suspeitam de contrabando organizado com fins lucrativos: espécies raras podem ser vendidas no mercado negro por centenas de euros cada. A Polícia Federal alemã negou a entrada do homem no território e ele foi repatriado para Istambul no dia seguinte à sua chegada. Um inquérito foi aberto para investigar a participação de outras pessoas na rede, incluindo o brasileiro mencionado pelo viajante.
O caso reforça dados da própria alfândega alemã, que registrou quase 57 mil apreensões de animais, plantas ou produtos derivados protegidos apenas no ano passado, em mais de 1,3 mil ocorrências. A grande maioria — acima de 90% — foi interceptada em encomendas postais ou em aeroportos, demonstrando que o tráfico de espécies ameaçadas segue ativo nas rotas internacionais. Quem é pego pode sofrer pesadas multas ou até mesmo ser condenado a penas de prisão, conforme a gravidade do envolvimento.
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