Milho recua com oferta ampla e demanda fraca; soja resiste por compras da China e prêmios de exportação; cotações internacionais caem, mas Brasil segura preços; safra recorde de milho está prevista
há 1 dia
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Reprodução/ IA
Os preços do milho e da soja seguem caminhos diferentes no mercado brasileiro. Enquanto o milho enfrenta pressão de oferta abundante e menor procura interna, a soja encontra sustentação nas compras externas, especialmente da China, e nos prêmios de exportação que limitam a queda. No exterior, os dois grãos recuaram nas últimas semanas, mas a transmissão dessa baixa para o Brasil é mais lenta no caso da oleaginosa.
No mercado de milho, a disponibilidade crescente pesa sobre os valores. Estima-se produção recorde de 144 milhões de toneladas na safra 2025/26. As exportações estão menores que no mesmo período do ano anterior e compradores domésticos já possuem estoques suficientes, afastando-se de novas aquisições. Produtores passaram a negociar com mais flexibilidade, aceitando condições mais favoráveis aos compradores. Nos Estados Unidos, estoques acima do esperado e avanço da colheita mantêm a pressão sobre as cotações internacionais.
Já a soja mostra maior resistência. A queda dos preços em Chicago reduziu a negociação no mercado interno, mas os valores permanecem em patamares elevados. A demanda chinesa continua sendo o principal fator de suporte: embora não tenham sido anunciadas compras em massa na última semana, os volumes adquiridos seguem expressivos. Os prêmios de exportação também ajudam a proteger os preços domésticos. O cenário divide analistas: a oferta crescente no Hemisfério Norte aponta para pressão no curto prazo, mas a procura da China deve sustentar o mercado no médio prazo.
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