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Mulher que afirma ter sido criada por macacos relata susto ao ver o próprio rosto no espelho

há 5 horas
3 min de leitura
Reprodução: National Geographic Channel
Reprodução: National Geographic Channel


Marina Chapman afirma ter vivido uma experiência incomum durante a infância: depois de ser sequestrada e abandonada ainda criança em uma floresta na Colômbia, ela passou anos praticamente sem contato com outros seres humanos e aprendeu a sobreviver observando macacos-prego. Um dos episódios mais marcantes desse período, segundo seu relato, aconteceu quando encontrou um pedaço de espelho e viu o próprio rosto pela primeira vez.

Marina conta que tinha cerca de 4 anos quando foi sequestrada. Segundo seu relato, ela brincava perto de casa quando foi levada por desconhecidos. Depois de recobrar a consciência, percebeu que estava sozinha em uma região de floresta.

Foi nesse ambiente que ela encontrou um grupo de macacos-prego. Inicialmente, os animais apenas se aproximavam e observavam a menina. Alguns chegaram a tocar suas orelhas e, posteriormente, passaram a subir em seus ombros e brincar com seus cabelos.

A presença dos macacos teria se tornado uma fonte de conforto para Marina diante da solidão. Ela afirma que passou a observar o comportamento dos animais e reproduzir algumas de suas ações para conseguir sobreviver. Entre outras coisas, teria aprendido a procurar alimentos, subir em árvores e reconhecer determinados sons produzidos pelos primatas.

Segundo Marina, ela também passou a se comunicar de alguma maneira com os animais por meio desses sons. Um assobio, por exemplo, estaria associado à presença de comida, enquanto determinados gritos serviriam como sinal de perigo.

O encontro com o próprio reflexo

Entre as lembranças mais fortes daquele período está o momento em que Marina encontrou um pedaço de espelho na floresta. Como havia passado anos sem contato com outras pessoas, ela afirma que não tinha consciência de como era seu próprio rosto.

Ao observar o reflexo, a reação foi de choque. Marina conta que esperava ter uma aparência semelhante à dos animais com os quais convivia e ficou assustada ao perceber que seu rosto era diferente.

Ela descreveu o episódio como um dos maiores choques de sua vida e afirmou que aquele foi o primeiro momento em que conseguiu ver a própria face.

A experiência também teria contribuído para uma percepção de que ela não era igual aos macacos, apesar de se sentir profundamente ligada ao grupo. Marina conta que, naquele período, chegou a acreditar que havia esquecido a própria língua e que não falava nenhum idioma, já que estava acostumada a reconhecer e reproduzir os sons dos animais.

Ela também relata que os macacos desempenharam um papel importante em sua sobrevivência. Em determinado momento, depois de comer sementes que lhe fizeram mal, Marina afirma que um macaco mais velho a levou até a água. Segundo ela, depois de beber bastante, começou a se sentir melhor.

Uma história contada décadas depois

A história de Marina Chapman tornou-se conhecida internacionalmente décadas depois de sua infância. Em 2013, ela publicou a autobiografia “The Girl With No Name”, escrita com a participação de sua filha, Vanessa James, e da autora Lynne Barrett-Lee.

No mesmo ano, sua trajetória foi abordada pelo documentário “Woman Raised By Monkeys”, produzido pela National Geographic. A produção acompanhou Marina em uma viagem à Colômbia e investigou elementos de sua história.

Apesar de o livro, o documentário e a própria trajetória de Marina serem registrados, nem todos os acontecimentos relatados por ela durante os anos na floresta puderam ser comprovados de maneira independente. Por isso, os episódios envolvendo a convivência com os macacos são apresentados como parte de seu relato pessoal.

O fim da vida na floresta

Marina afirma que sua permanência na floresta terminou quando foi encontrada por um grupo de caçadores. Segundo seu relato, ela foi levada para Cúcuta, na Colômbia, e passou por diferentes situações de vulnerabilidade depois de deixar a mata.

Ela conta que chegou a viver nas ruas e enfrentou outras dificuldades antes de sua vida mudar novamente. Posteriormente, foi acolhida por uma família e acabou viajando para a Inglaterra para trabalhar como babá.

Em 1977, Marina chegou ao país. Em Bradford, conheceu John Chapman em uma igreja. Os dois se casaram poucos meses depois, apesar das dificuldades iniciais de comunicação, já que ela quase não falava inglês e ele não falava espanhol.

O casal teve duas filhas, Joanna e Vanessa, e construiu uma vida no subúrbio de Yorkshire.

Décadas depois, Marina continua contando episódios de sua infância na Colômbia. Entre as memórias mais marcantes está justamente o encontro com o pedaço de espelho, quando, após anos vivendo entre os animais, ela afirma ter descoberto pela primeira vez como era seu próprio rosto.

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