Netanyahu afirma que copiloto suspeito de atacar piloto em voo da Flydubai foi submetido a "doutrinação radical islâmica"; homem é cidadão de Omã e está sendo interrogado
1 de out.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, que o homem acusado de esfaquear o comandante durante o voo da Flydubai teria sido submetido a processo de "doutrinação radical islâmica". Segundo ele, a informação foi obtida a partir de dados pessoais do suspeito, que é cidadão de Omã e ainda não foi identificado publicamente. O episódio está sendo investigado por autoridades de vários países, que buscam estabelecer a motivação exata do ataque e se houve planejamento prévio.
O voo saiu de Dubai com destino a Tel Aviv e sobrevoava a Jordânia quando o incidente ocorreu. A aeronave perdeu quase 4.300 metros de altitude em menos de 30 segundos, acionou sinal de emergência e, em seguida, código de interferência ilícita — indicativo de possível tentativa de sequestro. O avião foi desviado e pousou no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. A movimentação provocou forte reação de segurança em Israel, que não mantém relações diplomáticas formais com a Arábia Saudita, o que acrescentou complexidade à resposta imediata.
A bordo estavam cerca de 150 passageiros, a maioria israelenses. O comandante foi socorrido e está em recuperação. O suspeito foi detido e interrogado pelas autoridades sauditas. A investigação segue em curso para esclarecer se houve ação isolada ou vínculo com organizações externas, bem como confirmar todos os detalhes sobre a trajetória e as crenças do acusado.
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