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Novo teste pode identificar tipo de tumor cerebral em menos de duas horas

há 1 hora
2 min de leitura


Um novo teste desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, pode identificar o tipo de um tumor cerebral em menos de duas horas. A tecnologia analisa rapidamente o DNA de uma pequena amostra do tumor retirada durante uma biópsia ou cirurgia e pode acelerar a obtenção do diagnóstico definitivo. O método já está sendo testado pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).

A tecnologia foi desenvolvida pelo Centro de Pesquisa de Tumores Cerebrais da Universidade de Nottingham. Segundo os pesquisadores, a análise genética pode reduzir de semanas para poucos dias o tempo necessário para chegar a um diagnóstico definitivo. Com a identificação mais rápida das características do tumor, tratamentos como radioterapia e quimioterapia podem ser iniciados mais rapidamente quando houver indicação.

Uma das principais possibilidades do novo método é sua utilização durante a própria cirurgia. Em casos nos quais o tipo exato do tumor ainda não foi determinado, uma amostra do tecido retirado durante o procedimento pode ser submetida à análise genética. O resultado pode chegar ao cirurgião em menos de duas horas, enquanto a operação ainda está em andamento.

A informação obtida durante o procedimento pode ajudar a equipe médica a decidir quanto do tumor pode ser retirado com segurança, levando em consideração a necessidade de preservar o tecido cerebral saudável.

O neurocirurgião consultor do Nottingham University Hospitals, Stuart Smith, explicou que a disponibilidade de informações genômicas durante a cirurgia pode contribuir para decisões mais precisas sobre cada paciente. Segundo ele, a tecnologia aponta para uma possível mudança na forma como as cirurgias de tumores cerebrais poderão ser conduzidas no futuro.

O exame funciona a partir da análise do DNA da amostra do tumor. As informações genéticas ajudam os especialistas a determinar qual é o tipo de tumor presente no tecido analisado, oferecendo uma alternativa mais rápida aos processos convencionais de diagnóstico, que podem levar semanas.

Além de acelerar a identificação do tumor, os pesquisadores avaliam que a tecnologia poderá facilitar o acesso de pacientes a estudos clínicos. Algumas pesquisas exigem que determinadas características genéticas do tumor sejam conhecidas antes que uma pessoa possa ser incluída no estudo.

O método já vem sendo utilizado como apoio a pesquisas relacionadas à recorrência do glioblastoma, um tipo de tumor cerebral, além de estudos voltados à identificação de tratamentos direcionados que possam ajudar a impedir que a doença volte a crescer.

Apesar do potencial da tecnologia, o teste ainda está em fase de avaliação no sistema de saúde britânico. Os pesquisadores estudam sua aplicação prática e a possibilidade de ampliar o uso da análise genética rápida no diagnóstico e no tratamento de tumores cerebrais.

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