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Nunes Marques sinaliza que poderá votar em processos do caso Master após eleições

há 3 horas
2 min de leitura
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou a interlocutores que pretende participar de votações relacionadas ao caso Master depois do período eleitoral. A possibilidade inclui uma eventual análise sobre a abertura de um processo contra o ministro Alexandre de Moraes, em razão de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e também uma discussão envolvendo o ministro André Mendonça e a condução do caso, atualmente sob relatoria de Edson Fachin.

A sinalização ocorre depois de Nunes Marques ter se declarado impedido de participar, na semana passada, do julgamento que analisava os desdobramentos de mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. Na ocasião, o ministro justificou sua decisão pelo fato de ocupar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período eleitoral.

Nunes Marques afirmou que o julgamento poderia produzir efeitos sobre o cenário político-eleitoral e, por isso, avaliou que sua participação poderia afetar sua posição como presidente da Corte eleitoral. Segundo relatos publicados sobre a decisão, o ministro considera que esse impedimento está relacionado especificamente ao período das eleições e que, depois do pleito, poderá voltar a analisar os processos.

O calendário eleitoral prevê o primeiro turno das eleições de 2026 para 4 de outubro e o segundo turno para 25 de outubro. Caso os processos relacionados ao caso Master voltem a ser analisados pelo STF depois desse período, Nunes Marques poderá participar das votações, segundo a sinalização atribuída a ele.

A decisão do ministro de não participar do julgamento ocorreu em meio à divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro que mencionavam seu filho, o advogado Kevin Marques. Segundo informações divulgadas durante a sessão, as conversas citavam um pagamento de R$ 500 mil. Nunes Marques negou qualquer relação indevida e afirmou que seu filho nunca prestou serviços ao Banco Master nem recebeu remuneração da instituição.

Na sessão em que declarou o impedimento, Nunes Marques também afirmou que nunca havia julgado processo relacionado ao Master e que seu filho jamais havia prestado serviço ao banco. O ministro ainda disse que nunca havia trocado mensagens com Vorcaro.

A eventual participação de Nunes Marques poderá ter impacto nas votações relacionadas aos ministros Moraes e Mendonça. O caso envolve, de um lado, a discussão sobre os elementos reunidos pela Polícia Federal a respeito da relação entre Moraes e Vorcaro e, de outro, questionamentos sobre a condução da investigação por Mendonça. A análise desses processos permanece vinculada aos procedimentos em andamento no Supremo.

O ministro André Mendonça é o relator da investigação relacionada ao caso Master. Entre os temas que podem voltar ao plenário está uma eventual decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes. Também há discussão sobre a própria condução do caso por Mendonça, com os processos atualmente sob relatoria de Edson Fachin.

Com o fim do período eleitoral, a justificativa apresentada por Nunes Marques para não participar da sessão poderá deixar de existir, abrindo a possibilidade de sua presença em futuras deliberações sobre o caso Master.

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