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"Não é técnico, é político": analista alerta que documento sai às vésperas de eleição e trata países de forma desigual; Colômbia é elogiada e Brasil criticado

17 de set.
1 min de leitura

Reprodução
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O governo dos Estados Unidos acionou um relatório oficial para criticar a atuação do Brasil no combate ao narcotráfico e às facções criminosas, afirmando que o país teria falhado no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho. O documento foi encaminhado ao Congresso norte-americano e, segundo a analista de política Clarissa Oliveira, coloca o Brasil entre nações apontadas como de risco no combate ao tráfico — equiparando-o, em tom e gravidade, a locais onde o crime organizado domina estruturas do Estado.

A avaliação é considerada essencialmente política, e não técnica, destacou a analista. O texto adota postura crítica em relação a governos de esquerda e tom positivo em relação a gestões de direita: a Colômbia, por exemplo, foi elogiada por Trump como exemplo de bom desempenho. O momento da divulgação também levanta suspeitas: o relatório foi publicado a poucos dias da eleição brasileira, e o governo Lula já trabalhava com a hipótese de que haveria tentativas de interferência externa no processo eleitoral.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reagiu com firmeza. Em entrevista à CNN Brasil, apresentou operação conjunta realizada na véspera com 19 estados, que prendeu 137 pessoas e bloqueou mais de R$ 508 milhões em bens e contas. "Essas ações contrariam totalmente essa fala do Donald Trump", afirmou. O ministro lembrou ainda que o Brasil combate mais de 30 facções em todo o território nacional e questionou a veracidade da inclusão do país em lista oficial, dizendo que o Brasil não constaria formalmente no documento. O governo brasileiro prepara resposta formal ao governo dos Estados Unidos.

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