ONU celebra Prêmio Nobel da Paz concedido a Navi Pillay, ex-alta-comissária e defensora dos direitos humanos
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O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas manifestou satisfação e celebração nesta sexta-feira (9) com a notícia de que Navi Pillay foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. A porta-voz do órgão, Shabia Mantoo, classificou a escolha como algo extraordinário e afirmou que o exemplo de Pillay deve servir de estímulo para que mais pessoas se dediquem à proteção e à promoção dos direitos humanos em todas as regiões do mundo.
Navi Pillay tem uma longa trajetória de atuação internacional: foi alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e chefiou a Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinos Ocupados. Em setembro do ano passado, sob sua liderança, a comissão divulgou um relatório no qual concluiu que o Estado de Israel praticou atos de genocídio na Faixa de Gaza e que autoridades de alto escalão, entre elas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incitaram tais ações. O governo de Israel rejeitou formalmente as conclusões, classificando-as como infundadas e escandalosas.
A premiação reacende o debate sobre o papel de organismos internacionais em conflitos contemporâneos e sobre a responsabilidade de líderes perante o direito internacional. A representante da ONU expressou esperança de que o reconhecimento à trajetória de Pillay inspire novas gerações a se manifestarem em defesa de direitos universais.
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